Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo WILL: Follow The Light, segue uma aventura narrativa em primeira pessoa que acompanha Will, um faroleiro em busca de sua família desaparecida pelas águas geladas do norte.
Com puzzles, navegação e uma atmosfera melancólica, o jogo mistura exploração, drama familiar e sobrevivência em paisagens frias e cinematográficas.
Minha Opinião sobre o jogo WILL: Follow The Light
Will: Follow the Light começa com uma proposta bastante promissora: colocar o jogador no papel de um guardião de farol em uma ilha isolada, cercada por tempestades, neblina e acontecimentos estranhos. A ambientação inicial chama atenção, criando uma sensação de solidão e suspense que combina muito bem com a ideia de uma aventura narrativa.
Logo nos primeiros momentos, o jogo tenta construir um clima cinematográfico, misturando drama pessoal, exploração e mistério. Porém, conforme a campanha avança, fica claro que a experiência não consegue manter o mesmo impacto do começo.

Puzzles são o grande destaque
O ponto mais forte do jogo está nos quebra-cabeças. Eles exigem observação, lógica e atenção aos detalhes do cenário. Muitos desafios fazem bom uso do caderno de anotações de Will, que funciona como uma ferramenta importante para consultar pistas, entender objetivos e avançar sem depender tanto de marcações exageradas na tela.
Os puzzles também se encaixam bem na proposta do jogo, já que geralmente envolvem manutenção de equipamentos, comunicação, energia, clima ou navegação. Isso ajuda a deixar os desafios mais naturais dentro da narrativa, sem parecerem apenas minigames soltos.

Exploração grande, mas pouco recompensadora
Apesar dos bons puzzles, Will: Follow the Light sofre bastante quando tenta preencher seus cenários. Os mapas são amplos, mas oferecem poucos elementos realmente interessantes para descobrir. Em muitos momentos, o jogador passa mais tempo caminhando de um ponto ao outro do que interagindo com algo relevante.
Esse problema afeta diretamente o ritmo da aventura. A sensação é que o jogo tenta criar uma experiência contemplativa, mas acaba exagerando nos deslocamentos e deixando a exploração mais lenta do que envolvente.

Uma tragédia que poderia impactar mais
Quando a história muda de tom e apresenta uma região devastada por uma catástrofe, o jogo ganha uma camada mais dramática. Will passa a buscar sua família enquanto tenta entender o que está acontecendo ao seu redor.
A ideia é boa, mas a execução deixa a desejar. Mesmo com destruição, evacuação e caos visual, os ambientes continuam parecendo vazios. A cidade funciona mais como cenário de fundo do que como um espaço realmente vivo ou bem aproveitado pela jogabilidade.

Movimentação e ritmo atrapalham a experiência
Outro ponto negativo é a movimentação. Mesmo com a opção de correr, Will continua lento, e isso torna os longos trajetos ainda mais cansativos. Como o jogo depende muito de ir e voltar por áreas grandes, essa limitação pesa bastante durante a campanha.
Além disso, alguns problemas técnicos e situações mal resolvidas podem prejudicar a imersão. Quando um objeto necessário trava ou uma ação não funciona como deveria, o jogo acaba quebrando completamente o fluxo da experiência.

Salvamento automático incomoda
O sistema de salvamento também poderia ser melhor. Como o jogo salva apenas automaticamente em momentos específicos, qualquer erro, bug ou repetição forçada pode fazer o jogador perder um bom tempo de progresso.
Em uma aventura de ritmo lento, repetir longas caminhadas ou objetivos simples se torna ainda mais frustrante.

Considerações Finais
Will: Follow the Light tem boas ideias, uma atmosfera interessante e quebra-cabeças muito bem pensados. No entanto, a experiência é prejudicada por cenários grandes demais, exploração pouco recompensadora, ritmo arrastado e problemas que tiram o jogador da imersão.
É um jogo que funciona melhor quando coloca o jogador para raciocinar do que quando tenta ser uma aventura contemplativa. No fim, entrega bons momentos, mas deixa a sensação de que poderia ter sido uma jornada muito mais marcante.

Pontos positivos
- Quebra-cabeças inteligentes e bem integrados à narrativa;
- Boa ambientação inicial;
- Uso interessante do caderno de anotações;
- Mistério envolvente em alguns momentos da história;
- Controles simples e fáceis de entender.
Pontos negativos
- A proposta cinematográfica perde força com o passar do jogo.
- Ritmo muito lento em grande parte da campanha;
- Cenários grandes com pouca interação relevante;
- Exploração pouco recompensadora;
- Movimentação lenta, mesmo ao correr;
- Sistema de salvamento automático limitado;
- Algumas situações técnicas podem atrapalhar o progresso;
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