Kingdom’s Return: Time-Eating Fruit and the Ancient Monster – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Kingdom’s Return: Time-Eating Fruit and the Ancient Monster, que mistura estratégia, gerenciamento de reino e aventura em um mundo de fantasia ameaçado por criaturas ancestrais e mistérios ligados ao tempo. Com visual carismático e mecânicas acessíveis, o jogo convida os jogadores a expandirem seu reino enquanto enfrentam perigos e descobrem segredos antigos.

Opinião sobre o jogo Kingdom’s Return: Time-Eating Fruit and the Ancient Monster

A Inti Creates resolveu sair mais uma vez da zona de conforto e apostar em algo diferente com Kingdom’s Return: Time-Eating Fruit and the Ancient Monster. Depois de experimentar diversos estilos nos últimos anos, o estúdio entrega agora uma aventura que mistura gerenciamento de reino, progressão RPG e batalhas em arenas 2D. O resultado está longe de ser um desastre, mas também não consegue atingir o mesmo brilho de outros títulos marcantes da desenvolvedora.

Mesmo trazendo boas ideias e um visual extremamente carismático, o jogo passa a sensação de que faltou coragem para dar um passo além. Existe uma base sólida aqui, mas ela raramente surpreende.

Uma Jornada em um Reino Deslocado no Tempo

A trama se passa em Almacia, uma terra mágica habitada por fadas poderosas que concedem habilidades especiais aos aventureiros. Após um misterioso desastre temporal, todo o reino acaba sendo lançado para uma era futura desconhecida, deixando a população em caos e praticamente sem suas entidades protetoras.

No meio desse colapso surge Chronos, a única Grande Fada restante, capaz de manipular o tempo e ajudar na reconstrução do reino. Cabe ao jogador assumir o papel de um aventureiro escolhido para restaurar Almacia enquanto investiga a origem da ameaça que está consumindo o mundo.

Apesar da premissa interessante, a narrativa nunca evolui para algo realmente memorável. O jogo aposta mais no clima leve e fantasioso do que em momentos dramáticos ou personagens profundos.

Classes Variadas Mudam Totalmente o Ritmo do Combate

Logo no início, o jogador escolhe entre quatro estilos completamente distintos de combate:

  • Imperial
  • Wizard
  • Alchemist
  • Zipangu

Cada classe possui identidade própria e muda bastante a maneira de encarar as batalhas. O Imperial funciona como um tanque resistente capaz de bloquear ataques e devolver dano pesado. Já o Wizard aposta em magia ofensiva à distância, enquanto o Alchemist exige mais estratégia com habilidades químicas e efeitos variados. O Zipangu, por sua vez, é focado em velocidade e ataques agressivos corpo a corpo.

Essa variedade é um dos grandes méritos do jogo. Experimentar diferentes estilos realmente muda a experiência, embora exista um problema importante: o sistema praticamente obriga o jogador a recomeçar boa parte do progresso caso queira trocar de classe mais tarde.

Isso acaba tornando a aventura excessivamente cansativa para quem deseja explorar todo o conteúdo disponível.

Construindo Almacia

Além das missões de combate, Kingdom’s Return também incorpora elementos simples de gerenciamento de cidade. Conforme o reino cresce, o personagem recebe bônus passivos ligados aos edifícios construídos.

A ideia funciona bem como complemento, mas é extremamente básica. Não espere um city builder profundo ou cheio de opções estratégicas. A construção serve mais como sistema de progressão do que como um verdadeiro simulador administrativo.

Ainda assim, existe um certo prazer em observar o castelo evoluindo aos poucos enquanto novas estruturas ficam disponíveis.

Combate Ágil e Chefes Memoráveis

O coração do jogo está nas batalhas em arenas 2D. Aqui a experiência melhora bastante graças ao ritmo rápido dos confrontos e à boa resposta dos comandos.

Defender no momento exato, esquivar, administrar SP e combinar habilidades especiais cria um sistema simples de aprender, mas divertido de dominar. Conforme novas técnicas são desbloqueadas, o combate ganha mais profundidade.

Os chefes são facilmente o ponto alto da aventura. Criaturas gigantescas, padrões agressivos e ataques especiais fazem cada encontro importante parecer realmente único. Árvores monstruosas, dragões colossais, aranhas gigantes e entidades bizarras roubam a cena sempre que aparecem.

São nesses momentos que Kingdom’s Return mostra mais personalidade.

O Grande Problema: Repetição Excessiva

Infelizmente, a estrutura da aventura se torna repetitiva rápido demais. Grande parte das missões segue exatamente o mesmo padrão:

  • Entrar na área;
  • Derrotar ondas de inimigos;
  • Avançar;
  • Repetir tudo novamente…

Mesmo com armadilhas diferentes e novos tipos de monstros surgindo ao longo da campanha, o fluxo principal muda muito pouco.

Além disso, o jogo exige grinding constante em determinados momentos. Repetir missões antigas para ganhar níveis e recursos acaba se tornando obrigatório, especialmente perto da reta final.

Isso prejudica bastante o ritmo da experiência.

Pixel Art Encantadora

Visualmente, Kingdom’s Return acerta em cheio. O estilo pixelado lembra clássicos da era SNES, com cenários coloridos, animações fluidas e personagens extremamente expressivos.

As cutscenes possuem ótimo trabalho artístico e ajudam a reforçar o charme da aventura. A trilha sonora acompanha bem o clima de fantasia medieval, embora poucas músicas realmente se destaquem.

Ainda assim, o conjunto audiovisual consegue carregar boa parte da identidade do jogo.

Considerações Finais

Kingdom’s Return: Time-Eating Fruit and the Ancient Monster é um RPG competente, divertido em vários momentos e recheado de boas ideias. O problema é que ele raramente consegue transformar essas ideias em algo realmente inesquecível.

O combate funciona, os chefes impressionam e o visual encanta, mas a repetição excessiva, o grinding constante e a falta de ousadia impedem a aventura de alcançar um nível maior.

É aquele tipo de jogo agradável durante algumas horas, mas que dificilmente ficará marcado na memória depois dos créditos finais.

  • Visual em pixel art extremamente bonito
  • Classes variadas e bem diferentes entre si
  • Sistema de combate rápido e divertido
  • Chefes criativos e marcantes
  • Boa direção artística e ambientação charmosa
  • Progressão de habilidades satisfatória
  • Missões seguem quase sempre o mesmo padrão
  • Estrutura muito repetitiva
  • Grinding excessivo em vários momentos
  • História simples e pouco envolvente
  • Construção da cidade é superficial
  • Falta liberdade para trocar de classe sem punições

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Inti Creates.

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