ECHOES OF AINCRAD – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo ECHOES OF AINCRAD que é um RPG de ação ambientado no universo de Sword Art Online, onde cada batalha dentro do castelo flutuante de Aincrad pode ser decisiva.
Com criação de personagem, missões, exploração e combates intensos, o jogo coloca o jogador em uma jornada de sobrevivência para escapar desse mundo virtual mortal.

Minha Opinião sobre o jogo ECHOES OF AINCRAD:

Eu comecei Echoes of Aincrad com uma boa dose de curiosidade. A ideia de criar meu próprio personagem, ficar preso dentro de Aincrad e participar da escalada pela sobrevivência parecia perfeita para um RPG baseado em Sword Art Online.

Nas primeiras horas, até consegui enxergar potencial. O problema é que o jogo revela rapidamente tudo o que tem para oferecer e, depois disso, passa dezenas de horas apenas repetindo a mesma fórmula.

Quanto mais eu jogava, menos sentia que estava vivendo uma aventura dentro de Aincrad. Parecia que eu estava apenas cumprindo uma lista interminável de tarefas genéricas.

Meu personagem parecia apenas um figurante

A possibilidade de criar um protagonista próprio foi uma das coisas que mais despertaram meu interesse. Eu imaginava que isso permitiria construir uma jornada pessoal dentro daquele mundo, com decisões, relacionamentos e algum impacto real nos acontecimentos.

Infelizmente, meu personagem quase nunca parecia importante.

Na maior parte do tempo, eu simplesmente aceitava missões, derrotava monstros, coletava materiais e voltava para a cidade. O protagonista está presente na história, mas raramente transmite a sensação de realmente fazer parte dela.

Eu não me sentia como alguém lutando para escapar de um jogo mortal. Sentia-me mais como um personagem secundário responsável por resolver os problemas dos outros.

A rotina fica cansativa muito rápido

O ciclo principal de Echoes of Aincrad é bastante simples: pegar uma missão, seguir até o marcador, eliminar inimigos, recolher recursos, retornar à cidade e melhorar equipamentos.

Esse tipo de estrutura não seria necessariamente um problema caso o jogo apresentasse novidades ao longo da campanha. Porém, praticamente nada muda.

As missões continuam seguindo os mesmos modelos, os inimigos permanecem semelhantes e a exploração raramente oferece alguma surpresa.

Depois de algumas horas, eu já conseguia prever como cada nova tarefa seria desenvolvida. Muitas vezes, antes mesmo de aceitar uma missão, já imaginava que teria de matar algumas criaturas ou buscar determinado material.

Essa previsibilidade destruiu boa parte da minha vontade de continuar jogando.

A evolução existe, mas não parece significativa

Echoes of Aincrad possui distribuição de atributos, fabricação de armas, melhorias de equipamentos e modificadores. Inicialmente, achei que seria possível montar estilos de combate bastante diferentes.

Na prática, quase tudo se resume a aumentar números.

Eu encontrava uma arma mais forte, aplicava melhorias, distribuía pontos e via os atributos subindo. Mesmo assim, meu personagem continuava sendo controlado praticamente da mesma maneira.

Raramente senti que havia desbloqueado uma possibilidade realmente nova. Eu apenas causava um pouco mais de dano ou resistia por mais tempo.

Até o sistema de modificações de armas parece mais profundo do que realmente é. Existem várias opções disponíveis, mas poucas mudam de forma perceptível a experiência durante as batalhas.

O jogo tenta transmitir uma sensação constante de progresso, mas eu quase nunca sentia que minha maneira de jogar estava evoluindo junto com os números.

Os mesmos inimigos aparecem o tempo inteiro

A falta de variedade dos inimigos também me incomodou bastante.

Javalis, lobos e outras criaturas aparecem repetidamente em diferentes regiões. Algumas versões possuem mais vida, causam mais dano ou apresentam pequenas mudanças visuais, mas continuam utilizando praticamente os mesmos ataques.

Depois de enfrentar o mesmo tipo de criatura inúmeras vezes, as batalhas começaram a parecer meros obstáculos colocados entre mim e o próximo marcador.

Mesmo os inimigos mais fortes raramente exigiam uma estratégia muito diferente. Na maioria das situações, bastava repetir as mesmas habilidades, defender, esquivar e esperar a oportunidade de atacar.

O combate funciona, mas não consegue carregar o jogo

O sistema de combate não é necessariamente ruim.

Existem ataques comuns, habilidades especiais, golpes em conjunto com os companheiros, esquiva, defesa e gerenciamento de energia. Tudo funciona de maneira relativamente simples e acessível.

Em alguns momentos, principalmente nas primeiras horas, eu até me diverti experimentando habilidades e enfrentando grupos de inimigos.

O problema é que o combate depende muito da variedade dos confrontos, e Echoes of Aincrad oferece muito pouco nesse aspecto.

Quando os mesmos inimigos, ataques e objetivos começam a se repetir, até uma mecânica funcional perde a graça. Em determinado momento, eu já realizava muitos combates quase automaticamente.

Os labirintos mostram o que o jogo poderia ter sido

Os labirintos foram as partes que mais conseguiram prender minha atenção.

Eles possuem corredores, caminhos alternativos e uma estrutura um pouco mais elaborada do que as áreas abertas. Nesses momentos, senti que o jogo finalmente estava tentando representar a ideia de explorar uma fortaleza gigantesca e desconhecida.

Infelizmente, essas seções são pequenas dentro de uma experiência muito maior e mais repetitiva.

Sempre que eu começava a me interessar pela exploração, o jogo logo me enviava novamente para campos abertos, missões genéricas e batalhas contra criaturas recicladas.

Os labirintos mostram que existia uma boa ideia por trás do projeto, mas ela nunca foi desenvolvida de maneira consistente.

Aincrad parece menor do que deveria

Para mim, uma das maiores decepções foi perceber o tamanho limitado da aventura.

Estamos falando de Aincrad, uma fortaleza flutuante com cem andares. A própria ideia de subir cada nível deveria transmitir uma sensação de jornada longa, perigosa e grandiosa.

No entanto, Echoes of Aincrad explora apenas os dois primeiros andares.

Isso reduziu completamente a sensação de escalada. Em nenhum momento eu senti que estava avançando por uma construção gigantesca ou ficando mais próximo do topo.

Mesmo quando novas regiões eram liberadas, elas pareciam apenas variações dos mesmos campos e cidades. Os mapas até se tornam maiores, mas tamanho não significa necessariamente qualidade.

Em muitos momentos, eu apenas atravessava grandes espaços vazios para alcançar um novo objetivo.

A história nunca me fez sentir em perigo

O conceito do jogo da morte sempre foi uma das partes mais interessantes de Sword Art Online.

Os personagens estão presos dentro de um MMORPG e, caso morram no jogo, também morrem no mundo real. Essa ideia deveria criar tensão, medo, conflitos e decisões difíceis.

Echoes of Aincrad menciona esse perigo, mas quase nunca consegue demonstrá-lo.

Os personagens falam sobre a situação, mas continuam se comportando como se estivessem apenas participando de uma aventura comum. Poucas pessoas parecem realmente assustadas, desesperadas ou traumatizadas.

Eu esperava ver grupos discutindo sobre os riscos de enfrentar chefes, jogadores desistindo de lutar, pessoas explorando os outros ou personagens mudando completamente por causa da possibilidade de morrer.

O jogo poderia ter utilizado essa premissa para criar uma narrativa muito mais profunda. Em vez disso, ela acaba sendo apenas uma justificativa para a aventura existir.

Os companheiros não criam uma conexão real

Outro ponto que me decepcionou foi o desenvolvimento dos personagens.

Os companheiros acompanham o protagonista, participam dos combates e aparecem em várias conversas. Mesmo assim, poucos conseguem demonstrar personalidade além de algumas características básicas.

Eu não senti que estava construindo um grupo unido pela necessidade de sobrevivência. Eles pareciam mais personagens colocados ao meu lado para completar a formação da equipe.

Como o protagonista também não possui uma história forte, fica difícil desenvolver uma conexão emocional com o elenco ou se importar verdadeiramente com o que acontece.

Quando cheguei ao final, percebi que havia passado muitas horas com aqueles personagens, mas sabia muito pouco sobre eles.

Visualmente agradável, mas pouco inspirado

A apresentação visual de Echoes of Aincrad é competente.

Os personagens possuem modelos limpos, as cores combinam com o estilo do anime e algumas paisagens ficam realmente bonitas. Em determinados pontos, olhar para o horizonte e observar o mundo acima das nuvens consegue transmitir um pouco da grandiosidade de Aincrad.

O problema é que os cenários começam a se repetir rapidamente.

Campos, cidades e áreas de missão possuem elementos muito semelhantes. Depois de algum tempo, parecia que eu estava sempre retornando aos mesmos lugares, mesmo quando teoricamente explorava uma região nova.

A trilha sonora também cumpre seu papel, mas não possui muitas faixas realmente memoráveis. Como as músicas se repetem bastante, elas acabam reforçando a sensação de monotonia.

Também encontrei alguns problemas técnicos

Durante minha experiência, encontrei companheiros presos em partes do cenário ou demorando para acompanhar o personagem.

O problema mais grave aconteceu durante uma batalha contra um chefe. O inimigo atravessou uma parte do cenário e saiu da área correta do confronto, impossibilitando a continuidade da luta.

Precisei reiniciar a partir do último ponto de controle.

Não foi algo que aconteceu constantemente, mas esse tipo de erro acaba sendo ainda mais frustrante em um jogo que já possui missões e combates bastante repetitivos.

Considerações Finais

Echoes of Aincrad tinha uma ideia excelente nas mãos, mas não conseguiu transformá-la em um RPG realmente envolvente.

Quanto mais eu avançava, mais percebia que o jogo dependia da repetição para aumentar sua duração. As missões mudavam pouco, os inimigos retornavam constantemente, a evolução era baseada em números e a história raramente apresentava algum momento importante.

Mesmo sendo fã de Sword Art Online, é difícil ignorar como o potencial de Aincrad foi desperdiçado.

Eu queria sentir que estava participando de uma luta desesperada para escapar daquele mundo. Queria descobrir novos andares, enfrentar perigos inesperados e acompanhar personagens mudando por causa das experiências vividas.

No lugar disso, encontrei uma rotina de tarefas que se tornou cada vez mais cansativa.

Echoes of Aincrad até possui momentos interessantes, principalmente em seus labirintos e em algumas paisagens, mas eles aparecem com pouca frequência dentro de uma campanha longa e repetitiva.

No final, o jogo não me deixou com vontade de continuar explorando Aincrad. Ele apenas me deixou aliviado por ter chegado ao fim.

  • Visual limpo e fiel ao estilo de Sword Art Online;
  • Criação de um personagem próprio;
  • Combate simples e fácil de compreender;
  • Algumas paisagens são bonitas;
  • Labirintos oferecem os melhores momentos de exploração;
  • Sistemas de melhorias apresentam boas ideias inicialmente.
  • Missões extremamente repetitivas;
  • Pouquíssima variedade de inimigos;
  • Progressão baseada principalmente em atributos numéricos;
  • Protagonista sem importância real na história;
  • Companheiros pouco desenvolvidos;
  • Combate se torna automático com o tempo;
  • Conceito do jogo da morte é mal aproveitado;
  • Apenas dois andares de Aincrad são explorados;
  • Mapas grandes, mas pouco interessantes;
  • Cenários e músicas se repetem constantemente;
  • Problemas ocasionais de inteligência artificial e colisão;
  • Campanha longa demais para a variedade oferecida.
https://youtu.be/JSIWgMAhR8c

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Bandai Namco.

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