Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Code Vein II, que expande o universo do primeiro jogo com mundo aberto, viagens no tempo e um combate cheio de possibilidades, colocando o jogador contra heróis do passado que se tornaram ameaças.
Descrição do jogo:
Em um futuro onde humanos e aparições coexistem…
Devido ao aparecimento repentino de Luna Rapacis, aparições foram transformadas em monstros irracionais conhecidos como “horrores”. Como um caçador de aparições, o jogador deve impedir o colapso inevitável do mundo viajando de volta ao passado com uma garota chamada Lou, que detém o poder de manipular o tempo.
Uma aventura épica aguarda, onde você e os parceiros à sua escolha explorarão um vasto mundo pós-apocalíptico, enfrentarão batalhas ferozes contra inimigos poderosos e desvendarão uma história épica que transcende o tempo.
• Uma história através do tempo
Embarque numa jornada pelo passado e o presente enquanto busca pistas para evitar a destruição do mundo. Altere o destino de aparições importantes que encontrar no passado e desvende histórias perdidas e verdades ocultas do mundo.
• Combate intenso e gratificante
Mergulhe em batalhas cheias de adrenalina em que antecipar os golpes dos seus inimigos e dominar seu arsenal são a chave para a sobrevivência. Use habilidades poderosas, adapte-se de acordo com a situação e domine inimigos implacáveis em lutas que proporcionam tanto intensidade quanto triunfo.
• Sistema de batalha exclusivo
Conheça a mecânica de jogabilidade exclusiva de Code Vein II, onde o jogador pode drenar e adquirir o sangue de inimigos para usar diversas habilidades. Com o novo sistema de arsenais da série, você pode personalizar armas e habilidades livremente de acordo com o seu próprio estilo de luta.
• Parceiros poderosos
Explore o mundo com aliados confiáveis e poderosos que podem lutar ao seu lado ou aprimorar suas habilidades. Cada personagem tem habilidades únicas e conexões profundas que moldarão sua jornada.
Trailer Oficial de lançamento:
Informações sobre o jogo:
- Versão do jogo: PS5
- Tamanho total do jogo instalado: 60GB
- Desenvolvedora: BANDAI NAMCO Studios
- Distribuidora: Bandai Namco Entertainment America
- Gênero: RPG, Ação
- Data de lançamento: 29/01/2026
- Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
- Possui HDR: Sim
- Ray Tracing: Não
- Multiplayer: Não
- Preço: PS5 R$: 399,90 / PC Steam R$: 304,50 / Xbox R$: 399,90
Opinião sobre o jogo Code Vein II:
Quando Code Vein chegou ao mercado em 2019, a Bandai Namco deixou claro que não queria apenas surfar na onda dos soulslike: a proposta era disputar espaço com personalidade própria. Visual fortemente influenciado por anime, um cenário futurista em colapso e vampiros como elemento central formavam um pacote que chamava atenção mesmo sem reinventar a roda. O resultado dividiu opiniões, mas foi comercialmente bem-sucedido o bastante para justificar uma continuação.
Expectativa alta, público bem definido
Com vendas sólidas e uma base fiel de jogadores, a existência de uma sequência parecia inevitável. A expectativa girava em torno de refinamento: mais ambição, melhor aproveitamento do hardware atual e uma expansão natural do universo apresentado. Code Vein II até tenta atender a esses pontos, mas deixa evidente que conversa principalmente com quem já conhece e gosta do primeiro jogo. Para novatos, a porta de entrada não é tão convidativa quanto poderia ser.

Um mundo à beira do colapso (de novo)
O cenário continua sendo um planeta destruído, onde os poucos sobreviventes convivem com criaturas deformadas e horrores constantes. Nesse caos surgem os caçadores de aparições, figuras quase lendárias responsáveis por conter ameaças que a humanidade comum não consegue enfrentar. O grande twist está na revelação de que a relativa estabilidade desse mundo era apenas temporária. Antigos heróis, antes vistos como salvadores, passam a ser peças centrais de um novo desastre.
No papel de um caçador recém-chegado, o jogador precisa investigar o passado, literalmente. Viagens no tempo permitem revisitar momentos-chave da história, entender escolhas antigas e descobrir como elas moldaram um presente condenado. A missão é clara: impedir que o fim do mundo finalmente se concretize.

Viagens no tempo e escolhas que prometem muito
Narrativamente, o jogo se apoia em selos ligados a esses heróis do passado. Quebrá-los significa avançar na história e enfrentar versões corrompidas de figuras antes admiradas. Ao revisitar eventos antigos, o jogador pode interferir em determinados acontecimentos, alterando consequências futuras e desbloqueando finais diferentes.
Na teoria, isso adiciona peso às decisões. Na prática, porém, o jogo conduz o jogador com mão firme para um caminho específico, tratado quase como a “rota correta”. As escolhas existem, mas raramente passam a sensação de verdadeira liberdade narrativa.

Uma campanha sem senso de urgência
Apesar do enredo girar em torno do fim iminente do mundo, a narrativa falha em transmitir urgência. Os personagens secundários são interessantes e alguns arcos funcionam bem isoladamente, mas a campanha principal carece de impacto. O mundo parece parado no tempo, os conflitos não evoluem com força suficiente e a história acaba servindo mais como justificativa para o avanço do gameplay do que como elemento central da experiência.

Mais espaço, menos identidade
A adoção de um mundo aberto muda drasticamente o ritmo da experiência, e nem sempre para melhor. O mapa é dividido em grandes áreas e diversas dungeons espalhadas, mas o conteúdo sofre com repetição excessiva. Inimigos reciclados aparecem o tempo todo, alguns sendo promovidos a chefes sem alterações significativas, e a exploração se resume, na maior parte do tempo, a coletar itens espalhados por cenários pouco inspirados.
Até mesmo a ideia de visitar o mesmo mundo em épocas diferentes perde força, já que as mudanças visuais e estruturais são mínimas. O impacto narrativo da viagem no tempo acaba diluído por um design que raramente reage às transformações da história.

Level design simplificado demais
Comparado a outros jogos do gênero, o design das fases é surpreendentemente básico. Corredores longos, áreas diretas e poucas situações que exigem leitura cuidadosa do ambiente dominam a experiência. Existem exceções, algumas dungeons mostram criatividade, mas elas não são a regra. Essa simplificação compromete um dos pilares que tornaram os soulslike tão marcantes: mapas que contam histórias e desafiam o jogador além do combate direto.

Sistemas em excesso, impacto reduzido
O sistema de progressão é construído em torno das “formas”, que definem atributos, habilidades e estilos de jogo. Elas se combinam com armas, técnicas especiais, buffs, defesas e magias, criando uma enorme variedade de builds possíveis. O icor, recurso equivalente à mana, é extraído dos inimigos e alimenta o uso dessas habilidades.
No papel, a profundidade é enorme. Na prática, o jogo raramente exige que o jogador explore essas possibilidades. É totalmente viável avançar por horas apenas com progressão básica, sem investir seriamente em builds ou sistemas mais complexos. O excesso de opções acaba se tornando redundante, transformando o que deveria ser um diferencial em algo quase descartável.

Acessibilidade que elimina o desafio
Outro ponto que pesa contra o jogo é a dificuldade extremamente baixa. Combates raramente representam ameaça real, especialmente com a presença constante de um parceiro controlado pela IA. Esse aliado pode sacrificar sua própria “vida” para reviver o jogador, retornando pouco depois para repetir o processo. Pontos de descanso, teleporte e recuperação são abundantes, diminuindo qualquer sensação de risco.
Com inimigos previsíveis e poucas punições reais, o jogo se aproxima mais de um hack and slash moderno do que de um soulslike tradicional, perdendo parte da identidade que ajudou a definir o primeiro título.

Combate desequilibrado e problemas de ritmo
O combate sofre com questões de animação e sincronia. A falta de cancelamento de ações deixa o personagem preso em animações longas, enquanto inimigos parecem agir com mais liberdade, emendando combos e usufruindo de janelas de invulnerabilidade. As habilidades especiais acabam funcionando como válvula de escape, muitas vezes sendo usadas para compensar essas limitações em vez de complementar a estratégia.
Curiosamente, uma das lutas mais difíceis e memoráveis acontece logo no início da campanha. Depois disso, a progressão se resume a maximizar dano e eliminar inimigos o mais rápido possível, tornando estilos defensivos ou táticos pouco atrativos.

Momentos de brilho em meio à repetição
Nem tudo é descartável. As batalhas mais importantes, especialmente aquelas ligadas aos heróis centrais da narrativa, entregam confrontos visualmente impressionantes e bem construídos. O design desses personagens e suas formas finais mostram o potencial que o jogo poderia ter alcançado de forma mais consistente.

Técnica e visual que não acompanham a ambição
No aspecto técnico, o uso da Unreal Engine não faz milagres. O desempenho é instável, mesmo em modos focados em performance e em hardware mais potente. Visualmente, o estilo anime se mantém forte nos personagens principais, mas se perde nos cenários e inimigos, que apresentam qualidade irregular e pouco impacto visual.

Considerações Finais
Code Vein II é um jogo de contrastes. Ele amplia ideias, adiciona sistemas e tenta modernizar sua estrutura, mas tropeça na execução. A narrativa tem boas ideias, mas carece de força; o combate funciona, mas é excessivamente facilitado; o mundo aberto oferece escala, mas pouco significado.
No fim, a sequência funciona melhor como uma continuação pensada para fãs do primeiro jogo do que como um passo decisivo para elevar a franquia a outro patamar. Há diversão aqui, especialmente para quem já gosta do universo, mas também fica a sensação constante de potencial desperdiçado.
Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Bandai Namco.
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