Clarity: The Seven Demons of Vanguardia – Resenha

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Clarity: The Seven Demons of Vanguardia é um jogo de plataforma 2D casual de 2024 no PC que chegou recentemente aos consoles pelas mãos da Eastasiasoft. Desenvolvido pela Quantum Games Team, Clarity aborda sob sua história, temas como saúde mental e outros desafios da vida que as pessoas enfrentam.

Há diversos elementos de outros gêneros no título e isso torna a experiência de certa forma particular, com o qual compartilho com vocês abaixo, bora?

Sobre o jogo

Quando um pai é subitamente assassinado por um terrível demônio relâmpago, uma criança corajosa parte em uma jornada de vingança. Assuma o papel deste jovem herói (sem nome), enquanto ele aprende a reunir e usar a poderosa magia demoníaca conhecida como Clareza.

Corra, pule, dê impulsos aéreos e branda sua espada enquanto atravessa 7 mundos em um estilo de rolagem lateral, derrotando demônios menores e evitando armadilhas traiçoeiras para chegar ao chefe de cada fase única!

Gráficos, som e jogabilidade

Clarity: The Seven Demons of Vanguardia é uma aventura de plataforma e ação 2D com foco em recompensas estratégicas. Seu estilo HD desenhado à mão, apresenta uma aparência simples de animação, com cores e matizes que funcionam bem para o jogo, além dos efeitos de animação simples que funcionam bem para o conjunto.

O som é bem mediano, onde em diversos momentos você nota o nível de simplicidade deles. A trilha sonora é quase que inexpressiva diante do tema e clima do jogo, sem apresentar qualquer influência positiva. Já os comandos funcionam bem, são precisos e tem uma certa amplitude no mapa de controles que me surpreendeu. Apenas na questão da física, da qual achei preciso demais num jogo de plataforma, diferente do que geralmente encontramos em jogos característicos.

E o veredicto é…

Eita mundo loooongo!

Clarity apresenta um corpo muito maior que seu conteúdo. São sete mundos com mapas gigantes para um propósito pequeno, considerando o que o jogo tem a contar e a oferecer em termos de desafio. Cada mapa reúne diversas áreas que pouco escalam em inimigos, segredos, itens ou novas possibilidades de mecânicas, algo que justificasse melhor sua dimensão.

Jogos de plataforma costumam se destacar por uma abordagem mais curta e dinâmica de storytelling, integrada ao gameplay e capaz de direcionar o jogador de forma clara por meio de seus desafios. É a combinação entre o que se joga, o que se enfrenta e a escala correta de evolução. Grande parte dos títulos consagrados do gênero constrói sua identidade justamente sobre essa progressão cuidadosamente escalonada. Clarity, porém, apresenta deficiências que comprometem esse dinamismo.

Os mapas de cada fase são extensos, mas revelam problemas de estrutura e design. Entre os poucos NPCs disponíveis para interação, muitos apresentam caixas de diálogo difíceis de ler, seja por fontes inadequadas, seja por contraste insuficiente. Para mim, um bom jogo de plataforma precisa oferecer uma trajetória escalável de superação, coleta de itens e evolução de mecânicas, culminando em chefes ou desafios de puzzle que entreguem essa progressão de forma dinâmica e em um tempo razoável.

Embora a Team Quantum insista que Clarity: The Seven Demons of Vanguardia não é um Metroidvania, sua estrutura inevitavelmente convida o jogador a fazer esse paralelo. Ao compará-lo com referências consolidadas do gênero, fica evidente que seus mapas privilegiam extensão em vez de evolução. A sensação constante é a de percorrer grandes espaços que raramente introduzem novos desafios, recompensas ou ideias capazes de justificar sua dimensão. Em vez de transformar exploração em descoberta, o jogo frequentemente a transforma em deslocamento.

No fim, Clarity acaba sendo uma simples garapa que pode despertar o interesse entre alguns milheteiros e trophy hunters. O título pode ser encontrado para PC (via Steam), Nintendo Switch 1 & 2, PlayStation 4 & 5 e Xbox One & Series X|S. Assista ao nosso gameplay inicial abaixo:

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