Total Chaos – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Total Chaos, que segue um estilo de terror com uma atmosfera imersiva e narrativa diferenciada.

Mergulha em Total Chaos, um envolvente pesadelo aterrador que mistura os limites da realidade e da loucura.

Outrora um santuário para mineiros de carvão, Fort Oasis tornou-se um deserto arruinado, cujo silêncio sinistro só é interrompido pela críptica transmissão por rádio que te chama para o cerne da ilha: as minas abandonadas. Mas, à medida que avanças pela ilha devastada, o caminho vai-se deturpando e ficando mais incerto, e vão sendo desvendadas verdades perturbadoras escondidas na escuridão invasora.

Vasculha por sucata e cria armas improvisadas para te defenderes contra os horrores que vagueiam pelas sombras. Revela fragmentos de vidas esquecidas espalhados pela ilha e reconstitui o arrepiante mistério por trás do fim de Fort Oasis. Cada descoberta deixa-te mais perto de uma verdade que ameaça a tua sanidade.

Características principais:

Atmosfera imersiva: explora as assustadoras ruínas de Fort Oasis ao longo de nove capítulos angustiantes, que te fazem ir cada vez mais a fundo neste mundo opressivo e decadente.

Narrativa ambiental: descobre os segredos mais obscuros da ilha e confronta o teu próprio passado fragmentado por entre notas crípticas, visuais aterradores e confrontos perturbadores.

Construir para sobreviver: utiliza materiais vasculhados para construíres e melhorares armas, e teres alguma hipótese de sobreviver aos impiedosos horrores que te perseguem.

Enfrenta inimigos tenebrosos: participa em batalhas desesperadas contra criaturas horripilantes, cada uma com os seus próprios comportamentos e estratégias implacáveis.

Gestão de recursos: orienta-te por um sistema de inventário com profundidade, onde cada artigo importa. A tua sobrevivência depende de escolhas cautelosas e agilidade mental.

  • Versão do jogo: PS5
  • Tamanho total do jogo instalado: 5GB
  • Desenvolvedora: Trigger Happy Interactive
  • Distribuidora: Atari Inc.
  • Gênero: Terror, Aventura, Ação
  • Data de lançamento: 20/11/2025
  • Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
  • Possui HDR: Sim
  • Ray Tracing: Não
  • Multiplayer: Não
  • Preço: PS5 R$: 62,50 / PC Steam R$: 73,99 / Xbox R$: 67,95 

Opinião sobre o jogo Total Chaos:

Total Chaos, enfim lançado como jogo completo, chega com aquela estranha sensação de reencontrar algo que você pensou que nunca sairia do rascunho. Ele não parece um projeto que nasceu para seguir tendências: tem cara, cheiro e textura de algo feito à base de teimosia, paixão e horas demais trancado em um quarto com café frio. Não tenta convencer ninguém de que é moderno e, sinceramente, esse é o charme.

Um mundo que parece apodrecer enquanto você anda

A ilha onde a aventura acontece, Fort Oasis, tem menos cara de cenário e mais de organismo doente. Nada nela parece seco, limpo ou estável. Tudo soa como se estivesse prestes a desabar ou mofar. Em vez de apostar em cores vibrantes ou brilho artificial, o jogo abraça um visual úmido, desbotado e claustrofóbico, como se tivesse sido desenterrado de um HD esquecido dos anos 2000.

A disposição dos locais dá aquela impressão de que alguém realmente caminhou por ali antes de você, mas, ao mesmo tempo, tudo se embaralha em um labirinto que nunca quer entregar o caminho certo tão cedo. Você anda, volta, gira, repassa ambientes idênticos e, curiosamente, isso acaba sendo parte da experiência.

Uma narrativa que sussurra

A história existe, mas não com a pretensão de segurar sua mão. É um mosaico de restos: bilhetes velhos, manchas no chão, vozes no rádio que soam mais cansadas do que assustadoras. Total Chaos não tenta montar um grande épico, ele só te dá peças soltas e espera que você aceite que nem todas vão se encaixar. O mundo fala mais do que qualquer personagem falaria.

Um combate que parece improvisado

Lutar aqui é como tentar defender sua casa com o que sobrou na garagem: canos tortos, tábuas quase podres, ferramentas enferrujadas. É tudo pesado, lento, pouco confiável, e ainda assim combinando perfeitamente com o espírito do jogo. As armas de fogo, raras e intimidantes, dão aquela impressão de “é isso ou nada”, reforçando o desespero em vez de facilitar a vida do jogador.

O som que faz o trabalho sujo

Se o visual é desconfortável, o áudio é responsável por estragar o resto da sua paz. Rangidos, respirações abafadas, vibrações metálicas, nada parece vir do mesmo lugar que você. A sensação constante é de que há alguém atrás de você, mesmo quando não há nada. Headphones aqui não são recomendação: são regra.

Bons sustos, mas também tropeços

Desempenho? Aceitável. Alguns soluços, nada grave.
Legibilidade? Péssima, parece que os textos foram feitos para jogadores com olhos biônicos.
Exploração? Nem sempre agradável. O jogo se perde entre ser propositalmente confuso e simplesmente frustrante.

Total Chaos adora esconder o caminho certo. E switches. Muitos switches. Se você odeia procurar botões, parabéns: este jogo vai testar sua paciência.

Ritmo lento, mas calculado

O jogo não corre. Ele cozinha você em fogo baixo. Deixa você caminhar em silêncio por minutos, só com o som do ambiente te chutando para longe da zona de conforto. Às vezes funciona lindamente. Outras, especialmente em uma seção de refinaria que parece eterna, desgasta.

Mas, no geral, a cadência é proposital: Total Chaos quer que você sinta o tempo passar.

A alma do mod nunca foi embora

O mais estranho é que, mesmo com adições modernas, tudo soa como obra de uma única pessoa, não de uma equipe tentando deixar tudo “bonitinho”. Nada foi lixado, polido ou adaptado para vender mais. É um jogo que se orgulha das próprias rebarbas.

E isso o torna especial.

Considerações Finais

Terminar Total Chaos deixa aquela sensação agridoce: exaustão, mas também respeito. Não é um jogo feito para todos, e parece feliz assim. Ele existe num espaço muito específico da mente, onde o horror não precisa ser elegante, e sim honesto.

Total Chaos fica com você, não pela perfeição, mas por insistir em ser exatamente o que quer ser: um pesadelo úmido, sujo, esquisito e totalmente autoral.

É um dos lançamentos de terror mais marcantes do ano justamente porque não tenta ser marcante. Ele apenas é!

  • Atmosfera única e opressiva
  • Design sonoro excepcional
  • Identidade forte e autoral
  • Exploração envolvente
  • Pacing intencional
  • Combate pesado e coerente com a proposta
  • Navegação confusa
  • Textos pequenos e interface pouco legível
  • Alguns trechos arrastados
  • Excesso de switches e backtracking
  • Combate intencionalmente desajeitado
  • Pequenos problemas de performance

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Apogee Entertainment.

Confira também: S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart Of Chornobyl – Resenha

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