Tomb Raider: Definitive Edition (Nintendo Switch) – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre a versão do jogo Tomb Raider: Definitive Edition para Nintendo Switch, que chegou recentemente de surpresa no portátil da big N.

A edição definitiva do jogo de ação e aventura aclamado pela crítica, agora disponível para Nintendo Switch™ e Nintendo Switch™ 2!

O jogo de ação e aventura cinemático que transformou a jovem e inexperiente Lara Croft numa sobrevivente endurecida foi remodelado para os consoles da nova geração, com uma Lara desenhada com detalhe obsessivo e um mundo espetacular semelhante ao real. A Lara tem que sobreviver a combates de alto nível, personalizar suas armas e equipamento, e ultrapassar ambientes difíceis para sobreviver à sua primeira aventura e desvendar o segredo letal da ilha.

  • Versão do jogo: Nintendo Switch
  • Tamanho total do jogo instalado: 27GB
  • Desenvolvedora: Aspyr
  • Distribuidora: Aspyr
  • Gênero: Ação, Aventura, Tiro
  • Data de lançamento: 18/11/2025
  • Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
  • Possui HDR: Não
  • Ray Tracing: Não
  • Multiplayer: Sim (Compatível com até 8 jogadores online)
  • Preço: R$: 106,59

Opinião sobre o jogo Tomb Raider: Definitive Edition:

Tomb Raider: Definitive Edition chega ao Nintendo Switch e ao Switch 2 como uma daquelas surpresas que ninguém vê chegando: anunciado e lançado no mesmo dia, 18/11/2025, sem direito a upgrade entre plataformas e com versões separadas. A responsável por essa adaptação é a Aspyr, que agora tenta colocar a aventura de 2013, o reboot que redefiniu Lara Croft, dentro do ecossistema híbrido da Nintendo.

Para quem já não lembra dos detalhes, o jogo marca a primeira grande jornada da jovem Lara. Em busca do mítico reino de Yamatai, a tripulação do Endurance é engolida por uma tempestade ao se aproximar do Triângulo do Dragão, e a expedição acaba presa em uma ilha nada acolhedora. Entre ruínas, cultistas e segredos ancestrais, Lara dá seus primeiros passos rumo ao que viria a se tornar sua lenda.

Estrutura do jogo

A campanha combina combate direto, exploração meticulosa, puzzles inteligentes e elementos de sobrevivência. A estrutura continua tão envolvente quanto era há mais de uma década, e agora finalmente pode ser jogada em modo portátil, ainda que limitada pelas capacidades dos hardwares da Nintendo.

A chamada “versão definitiva” inclui tudo o que foi adicionado ao jogo original: DLCs cosméticas, modo multiplayer para até oito jogadores, materiais de bastidores, artes conceituais, HQs da Dark Horse e vídeos de desenvolvimento. Na prática, é o pacote completo, só que dividido entre Switch e Switch 2.

Diferenças entre as versões

As duas edições são quase idênticas. A única grande diferença fica por conta do Switch 2, que consegue entregar resolução superior, 60 FPS e suporte ao modo de mira por “mouse motion”. Apesar disso, visualmente o conjunto é baseado na versão de Switch e isso significa abrir mão de recursos como o TressFX, o sistema que simulava o cabelo detalhado de Lara. O modelo final acaba recorrendo ao visual mais simples.

A ambientação continua atraente, mas não esconde limitações. Em ambos os consoles é possível notar texturas mais borradas em elementos distantes, além de artefatos ocasionais. Em compensação, a iluminação e os efeitos de água foram mantidos, ainda que em qualidade inferior ao que já vimos no PC e em consoles mais potentes. Felizmente, o visual como um todo supera o lançamento original de 2013. Já o desempenho no Switch se mantém firme nos 30 FPS, com quedas pontuais em áreas muito carregadas, sem atrapalhar a jogabilidade. No modo portátil, a resolução diminui, mas permanece agradável, especialmente no OLED.

Jogabilidade no portátil

O problema mais incômodo aparece no sistema de mira. A franquia sempre exigiu precisão, seja com arco e flechas, seja com armas de fogo, e o Switch é conhecido por seu bom uso do gyro. Mas aqui, o suporte está presente só no papel: ajustes existem no menu, mas o giroscópio simplesmente não funciona para mirar, apenas para navegar no inventário. No Switch 2, o controle “mouse” funciona, mas traz outra dor de cabeça: a ergonomia ruim e combinação confusa de botões no modo.

Outro ponto frustrante é o atraso nos comandos quando o Switch está no dock. Testes feitos com Joy-Con, Pro Controller e gamepads via adaptador mostraram input lag perceptível, algo que atrapalha especialmente a mira. Em modo portátil isso não acontece: no Switch OLED com Joy-Con ou com o Nitro Deck, o gameplay é consistente e sem atrasos.

Considerações Finais

Com tudo isso colocado na balança, Tomb Raider: Definitive Edition não é um desastre, longe disso, mas também não é o port impecável que poderia ser. Ele cumpre seu papel de entregar a aventura moderna de Lara Croft com portabilidade e algumas adições valiosas, mas ainda depende de atualizações para resolver falhas essenciais.

O preço está em linha com o conteúdo ofertado, e há descontos extras para quem já possui as coleções remasterizadas de Tomb Raider I–III e IV–VI. Para fãs da série que querem revisitar o reboot no modo portátil, ou para novos jogadores curiosos, a versão da Aspyr cumpre o que promete com ressalvas, mas cumpre.

  • Inclui todo o conteúdo adicional do jogo original.
  • Campanha continua envolvente.
  • Visual aprimorado em relação ao lançamento de 2013.
  • Desempenho sólido no modo portátil.
  • Switch 2 oferece resolução maior, 60 FPS e suporte ao modo “mouse motion”.
  • A possibilidade de jogar Tomb Raider de forma portátil adiciona muito valor.
  • Função de gyro aim não funciona durante a mira, apesar de estar listada nas opções.
  • Controles por touch são inconsistentes e praticamente inúteis.
  • Input lag perceptível no modo dock do Switch.
  • Modelo de Lara utiliza versão simplificada, sem o recurso TressFX.
  • Artefatos e texturas de baixa qualidade em cenários mais distantes.
  • Redução de resolução no modo portátil, embora ainda aceitável.
  • Versões separadas entre Switch e Switch 2, sem possibilidade de upgrade entre plataformas.

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Aspyr.

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