The Blood of Dawnwalker – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo The Blood of Dawnwalker que é um RPG de ação em mundo aberto ambientado em uma Europa medieval sombria, onde vampiros assumiram o controle após uma grande catástrofe.
No papel de Coen, um jovem transformado em Dawnwalker, você terá de usar poderes humanos e vampíricos para salvar sua família antes que o tempo se esgote.

Minha Opinião sobre o jogo The Blood of Dawnwalker:

The Blood of Dawnwalker apresenta uma Europa medieval devastada pela peste, onde vampiros passaram a controlar comunidades inteiras.

No centro da história está Coen, um jovem transformado em algo entre humano e vampiro. Durante o dia, ele mantém boa parte de sua humanidade. À noite, seus poderes aumentam, mas a necessidade de sangue também se torna mais difícil de ignorar.

A partir daí, a busca por sua família se mistura com uma luta contra Brencis, o vampiro responsável por dominar a região.

O tempo é a verdadeira moeda do jogo

A melhor ideia de Dawnwalker está no sistema de passagem do tempo.

Praticamente toda atividade pode consumir horas preciosas: explorar, aprender habilidades, investigar situações ou avançar determinadas missões.

Como Coen possui um prazo limitado para salvar sua família, cada decisão passa a ter peso real.

Isso torna a progressão muito mais interessante, já que não existe uma sequência rígida de objetivos principais. O jogador escolhe onde investir seu tempo, quais personagens ajudar e quais oportunidades abandonar.

Escolhas realmente importam

As decisões afetam não apenas o destino de personagens secundários, mas também a própria relação de Coen com sua natureza vampírica.

Abraçar seus poderes pode facilitar determinadas situações, mas também aproxima o protagonista cada vez mais do lado monstruoso que tenta controlar.

Esse conflito funciona bem porque está diretamente ligado às mecânicas, e não apenas aos diálogos.

Um mundo sombrio e bem construído

A ambientação é um dos grandes destaques.

Vilarejos decadentes, castelos, cidades e áreas tomadas pelo medo ajudam a vender muito bem a ideia de uma sociedade sobrevivendo entre doenças, violência e vampiros.

Svartrau e o Castelo de Greifiberg estão entre os locais visualmente mais impressionantes, enquanto a trilha sonora reforça constantemente o clima melancólico e ameaçador.

Os personagens secundários também são interessantes o bastante para fazer o jogador considerar gastar seu precioso tempo em histórias opcionais.

Dia e noite mudam a forma de jogar

O ciclo entre luz e escuridão altera bastante as habilidades disponíveis.

Durante o dia, Coen utiliza poderes ligados à bruxaria, incluindo ataques em área, roubo de vida e habilidades de exploração.

À noite, o lado vampírico assume o controle. O personagem fica mais ágil, pode utilizar garras, se deslocar rapidamente entre inimigos e recuperar vida drenando sangue.

Essa mudança ajuda a tornar cada período diferente tanto na exploração quanto nos confrontos.

Combate é o principal ponto fraco

Apesar das boas ideias, as lutas não apresentam a mesma qualidade do restante do jogo.

O sistema defensivo exige direcionar o bloqueio de acordo com a direção de cada ataque. Em duelos individuais, isso funciona razoavelmente bem. Contra vários inimigos, porém, a mecânica pode se tornar confusa e cansativa.

A baixa variedade de adversários também diminui a profundidade dos confrontos, fazendo com que a mesma estratégia seja repetida muitas vezes.

Câmera e desempenho atrapalham

A câmera é outro problema importante.

Em batalhas com vários inimigos ou dentro de espaços fechados, acompanhar todos os ataques pode ser difícil. A situação fica ainda pior quando há oscilações na taxa de quadros.

Na versão analisada no PS5 Base, o jogo ainda apresentava momentos próximos dos 30 FPS. Um modo de desempenho prometido para atualização pode melhorar bastante esse aspecto.

Vale a pena?

The Blood of Dawnwalker possui personalidade suficiente para se destacar em meio a tantos RPGs de mundo aberto.

O sistema de tempo, as consequências das escolhas e a dualidade entre humano e vampiro são ideias muito bem aproveitadas.

O combate ainda precisa de ajustes, especialmente na câmera, variedade de inimigos e resposta defensiva. Mesmo assim, o conjunto consegue manter o interesse graças à qualidade da ambientação e à liberdade de decisão.

  • Sistema de gerenciamento de tempo muito interessante.
  • Escolhas realmente influenciam a campanha.
  • Boa dualidade entre poderes humanos e vampíricos.
  • Mundo sombrio e bem construído.
  • Personagens secundários interessantes.
  • Excelente trilha sonora.
  • Boa liberdade de exploração.
  • Visual e ambientação de alto nível.
  • Diferentes possibilidades entre dia e noite.
  • Combate pode ficar repetitivo.
  • Defesa direcional nem sempre funciona bem contra grupos.
  • Pouca variedade de inimigos.
  • Câmera problemática em espaços fechados.
  • Oscilações de desempenho.
  • Alguns custos de tempo parecem pouco coerentes.
  • Excesso de transições e telas pretas em diálogos.

Considerações Finais

The Blood of Dawnwalker acerta justamente onde muitos RPGs jogam seguro.

Seu sistema de tempo cria decisões difíceis, a liberdade para escolher objetivos faz cada jornada parecer diferente e a transformação de Coen altera de verdade a forma de explorar o mundo.

O combate ainda impede que o jogo alcance um nível mais alto, mas a estreia da Rebel Wolves demonstra uma identidade forte e boas ideias suficientes para colocar o título entre os RPGs mais interessantes de sua geração.

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Bandai Namco.

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