Terrifier The ARTcade Game – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Terrifier The ARTcade Game, que segue um estilo beat “em up retro inspirado nos clássicos dos fliperamas.

Entre em um mundo de carnificina em pixels com Terrifier: The ARTcade Game, um jogo de luta beat ‘em up retro e sangrento, repleto de ação, humor ácido e diversão, inspirado nos clássicos dos anos 80 e 90.

CARNIFICINA COM INSPIRAÇÃO RETRÔ

Torne-se Art, o Palhaço, o vilão aterrorizante e imprevisível da série Terrifier, enquanto você semeia o caos em diversos locais. Cada fase é um set de filmagem onde um filme sobre o Art está sendo produzido, mas você veio para acabar com essa palhaçada!

RECURSOS DE TIRAR O FÔLEGO

  • Animação e gráficos pixelados lindos: O jogo captura a essência dos filmes de Terrifier com uma arte em pixel vibrante e animações fluidas que retratam o grotesco com fidelidade.
  • Caos multijogador: Junte-se a até 4 jogadores para ter uma experiência local marcada pelo caos. Trabalhem juntos, ou contra um ao outro, em vários modos de jogo.
  • Arsenal sangrento: De motosserras a cutelos, escolha entre uma variedade de armas para transformar seus inimigos em pilhas disformes de sangue e entranhas.
  • Fases diversas e combates contra chefes: Passe por várias fases, cada uma com diferentes caminhos para explorar e inimigos para derrotar. Prepare-se para combates intensos contra chefões que colocarão suas habilidades à prova.
  • Trilha sonora chiptune: Reviva a era de ouro dos jogos com uma trilha sonora chiptune gloriosa que complementa perfeitamente a estética retrô.
  • Ataques e finalizações exagerados: Aproveite ataques hilários e sangrentos que tornam cada luta tão divertida quanto brutal e delicie-se com as finalizações grotescas e inesquecíveis!
  • Diversos modos de jogo: Com 6 modos de jogo diferentes, você com certeza encontrará o seu estilo preferido, seja para uma sessão rápida de pancadaria ou um desafio mais longo.

Você tem coragem de mergulhar na loucura e se tornar o pesadelo mais temível? Venha para Terrifier: The ARTcade Game, e que comece a carnificina!

  • Versão do jogo: PS5
  • Tamanho total do jogo instalado: 2GB
  • Desenvolvedora: Relevo
  • Distribuidora: SELECTAVISION / Selecta Play
  • Gênero: Ação / Beat ‘em up / Terror
  • Data de lançamento: 21/11/2025
  • Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
  • Possui HDR: Sim
  • Ray Tracing: Não
  • Multiplayer: Sim (1 a 4 jogadores local)
  • Preço: PS5/PS4 R$: 114,90 / PC Steam R$: 59,99 / Xbox R$: 74,95 / Switch R$: 124,99

Opinião sobre o jogo Terrifier The ARTcade Game:

Transformar terror extremo em videogame é sempre um desafio: ou o estúdio abraça o absurdo e entrega um festival de exageros, ou tenta domesticar o horror para caber dentro das regras tradicionais de jogabilidade. Terrifier The ARTcade Game, da Selecta Play, escolhe a primeira opção sem medo, e por isso mesmo acaba oscilando entre momentos de pura diversão sádica e tropeços que tiram o brilho da experiência.

Clima, estilo e proposta

Em vez de tentar replicar a narrativa dos filmes, o jogo prefere funcionar como uma máquina arcade alternativa, como se tivesse sido encontrada em um porão sujo de alguma festa de Halloween dos anos 90. A estética em pixel art recria ruas imundas, prédios decadentes e ambientes perturbadores que lembram o universo criado em Terrifier, mas nada disso pretende amarrar uma grande história.

O “enredo”, se é que podemos chamá-lo assim, é apenas a desculpa para liberar Art the Clown e outros personagens icônicos em uma sucessão de pancadarias grotescas. Os acontecimentos não evoluem, os diálogos são mínimos e tudo gira em torno de atravessar fases infestadas de inimigos. Para quem procura profundidade narrativa, é um prato vazio; para quem quer um playground de gore estilizado, cumpre o que promete.

Ação e controles

A fórmula é direta: avançar, descer o braço em quem aparecer e prosseguir até o chefe. Os personagens contam com golpes próprios, e as execuções especiais são tão exageradas que parecem ter saído de um quadrinho de horror underground, facilmente o que o jogo tem de mais memorável.

Mas há um porém: a movimentação é amarrada, lenta, quase como se você estivesse empurrando um boneco de madeira por uma rua cheia de cola quente. Isso impacta diretamente o ritmo das lutas e reduz o prazer do combate, especialmente quando, após algumas fases, a lista de inimigos começa a se repetir sem grandes surpresas. O dinamismo típico dos beat ‘em ups perde força aqui.

Por outro lado, a localização para PT-BR é impecável, com menus, textos e descrições totalmente adaptados. Mesmo sem uma grande história, é um toque de cuidado que facilita a vida de quem joga no Brasil.

Visual e animações

O charme retrô é o que mais chama atenção: a pixel art é rica em detalhes, cheia de pequenas referências e efeitos gore que parecem celebrar o exagero da franquia. As finalizações, especialmente, são pequenas animações brutais que roubam a cena.

O problema é que esse brilho não se sustenta por muito tempo. Com o passar das fases, fica claro que há pouca variação nos cenários, e a repetição visual tira impacto do conjunto. Falta ousadia na construção dos ambientes para que a estética não se desgaste tão cedo.

Som: o calcanhar de Aquiles

Se existe um elemento que realmente não acompanha o resto da produção, é a trilha sonora. Pouco inspirada, discreta a ponto de ser esquecida, ela não intensifica tensão, não cria clima e quase nunca dialoga com a violência na tela. Em um jogo que vive de atmosfera, essa ausência pesa e muito.

Considerações Finais

Terrifier The ARTcade Game é um pacote que aposta mais no espetáculo grotesco do que em refinamento. Ele funciona bem como celebração do terror trash, entregando pancadaria sangrenta e um estilo visual marcante, mas esbarra em limitações de ritmo, repetição e falta de impacto auditivo.

Para fãs do palhaço mais assustador do cinema independente, é uma curiosidade divertida. Para quem busca um beat ‘em up com profundidade ou variedade, talvez deixe a desejar.

  • Recriação fiel do espírito caótico de Terrifier
  • Pixel art caprichada e com personalidade
  • Bom número de personagens selecionáveis
  • Execuções sanguinolentas e criativas
  • Localização completa em PT-BR
  • Controles pesados e pouco fluídos
  • Inimigos repetidos após poucas fases
  • Trilha sonora apagada e sem impacto
  • Cenários que se tornam monótonos

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Selecta Play.

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