Soulslinger: Envoy of Death – Resenha (Consoles)

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Soulslinger: Envoy of Death, que segue um estilo roguelite de tiro em primeira pessoa ambientado em um Limbo com estética de faroeste sombrio, onde um pistoleiro morto trabalha para a própria Morte.

A MORTE ESTÁ CHAMANDO – VOCÊ VAI RESPONDER?
Torne-se um Emissário da Morte, capaz de liberar incríveis poderes que farão de você a alma mais perigosa do Limbo. Melhore as habilidades do seu personagem para se tornar o melhor Soulslinger e enfrente desafios emocionantes em uma guerra sangrenta contra o cartel criminoso da vida após a morte!

CONHEÇA ALMAS PERDIDAS E FAÇA ALIADOS OU INIMIGOS
Entre no mundo rico e envolvente do Refúgio, repleto de NPCs misteriosos que guardam os segredos de sua história sombria. Tenha cuidado com os aliados e inimigos que você cria, pois cada encontro pode moldar sua jornada. Neste hipnotizante mundo de fantasia ocidental, você vivenciará uma história de desespero, perda e a obsessão de um homem em enganar a própria morte.

CRIE SUAS ARMAS E CHEGUE À VITÓRIA
Forje seu próprio destino a cada tentativa, criando armas poderosas e desbloqueando melhorias permanentes no Refúgio. Fique mais forte a cada novo desafio e torne-se um pistoleiro incrivelmente mortal. Prepare-se para uma experiência FPS rogue-like em um ritmo acelerado que você nunca esquecerá!

CARACTERÍSTICAS PRINCIPAIS:

  • FPS rogue-like de ritmo acelerado e focado em narrativa, ambientado em sequências aleatórias de salas construídas em um mundo único de fantasia ocidental
  • Personalize o Soulslinger através de um sistema de melhorias detalhado
  • Vivencie uma história bem escrita, repleta de aliados leais e vilões carismáticos. A história se adapta ao que você faz no jogo roguelike
  • Toneladas de inimigos que atacam em ondas, apimentadas por desafiantes multidões com oponentes de elite
  • Versão do jogo: PS5
  • Tamanho total do jogo instalado: 12GB
  • Desenvolvedora: Elder Games
  • Distribuidora: HEADUP GAMES
  • Gênero: Ação, Tiro
  • Data de lançamento: 19/02/2026
  • Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
  • Possui HDR: Sim
  • Ray Tracing: Não
  • Multiplayer: Não
  • Preço: PS5 R$: 114,90 / PC Steam R$: 59,99 / Xbox R$: 97,95 

Opinião sobre o jogo Soulslinger: Envoy of Death

Em Soulslinger: Envoy of Death, o jogador assume o papel de um pistoleiro que desperta em Limbo e recebe uma missão direta da própria Morte: eliminar uma facção conhecida como The Cartel, responsável por roubar almas e desestabilizar o equilíbrio do além. Desenvolvido pela Elder Games, o shooter chegou primeiro em acesso antecipado para PC em 2023, recebeu sua versão completa em 2025 e desembarcou nos consoles atuais agora em 2026.

A estrutura segue a conhecida fórmula dos roguelites. Cada incursão leva o jogador a arenas cheias de inimigos, onde é preciso sobreviver a ondas de combate, coletar almas e escolher portais que oferecem recompensas variadas. A cada derrota, algo inevitável o personagem retorna ao hub chamado Haven, onde recursos coletados servem para liberar melhorias permanentes, armas e habilidades.

Combate rápido, mas irregular

A jogabilidade aposta em ação acelerada. O arsenal principal combina pistola e escopeta, acompanhadas de um golpe corpo a corpo útil tanto contra inimigos quanto para quebrar objetos. Saltos e esquivas incentivam um estilo agressivo, enquanto habilidades especiais e essências elementais permitem modificar temporariamente o estilo de combate durante cada tentativa.

Apesar das boas ideias, o sistema de tiro nem sempre transmite a precisão esperada. Em confrontos mais caóticos, a mira pode parecer imprecisa e os inimigos se movimentam de forma errática. Há diversidade de adversários e chefes, mas muitos compartilham visuais semelhantes e batalhas que seguem padrões previsíveis.

Atmosfera forte, cenários repetitivos

O conceito de um Limbo moldado por memórias e vontade é interessante, mas pouco explorado na prática. As arenas são funcionais para o combate, porém acabam se parecendo demais entre si. Ainda assim, a estética de faroeste sobrenatural funciona bem: céus poeirentos, correntes, madeira envelhecida e efeitos luminosos criam uma identidade marcante.

No PS5, o desempenho costuma ser estável, com pequenas quedas ocasionais em lutas mais intensas. A direção de arte ajuda bastante, embora alguns elementos do cenário revelem falta de acabamento ou reutilização excessiva de assets.

Som e personalidade

A trilha sonora mistura guitarras típicas do western com tons sombrios, reforçando a ambientação melancólica do Limbo. Os efeitos de som cumprem seu papel, mas tendem a se tornar repetitivos após várias partidas. Já os diálogos trazem um tom levemente exagerado, porém contribuem para dar personalidade aos personagens e ao mundo do jogo.

Repetição além do necessário

Como esperado no gênero, repetir runs faz parte da experiência. O problema é que a variedade não acompanha esse ciclo. As armas têm diferenças limitadas e os perks raramente mudam drasticamente a forma de jogar. Com o tempo, as partidas começam a parecer muito similares.

Alguns problemas técnicos também atrapalham: quedas ocasionais, inimigos que não surgem corretamente e falhas ao retomar partidas podem interromper o fluxo da progressão.

Considerações Finais

Soulslinger aposta em uma ideia interessante, um roguelite de tiro ambientado em um faroeste no além-vida e consegue criar uma atmosfera marcante. O loop de progressão funciona e a campanha não se estende demais, levando cerca de 12 a 15 horas para ser concluída.

Ainda assim, a experiência fica aquém do potencial por causa da pouca variedade de builds, cenários repetitivos e alguns problemas técnicos. No fim, é um shooter roguelite competente e estiloso, mas que parece mais a base promissora para uma sequência do que a realização completa de sua proposta.

  • Ambientação de faroeste sobrenatural com personalidade
  • Loop roguelite rápido e fácil de entender
  • Combate ágil que incentiva mobilidade constante
  • Progressão com upgrades permanentes que mantém as primeiras runs interessantes
  • Trilha sonora que combina bem com o clima sombrio do Limbo
  • Pouca variedade de armas e builds
  • Inimigos e arenas muito semelhantes entre si
  • Combate nem sempre transmite precisão
  • Chefes pouco marcantes
  • Problemas técnicos ocasionais e alguns bugs durante as runs

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Headup Games.

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