S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart Of Chornobyl – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart Of Chornobyl, que é a sequencia da aclamada franquia S.T.A.L.K.E.R. lançada em 2007 no PC e que na época acabou recebendo mais 2 jogos aproveitando o sucesso na época.

S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl é uma sequência da premiada franquia de jogos desenvolvida pela GSC Game World. Vivencie uma jogabilidade única, que conta com elementos de tiro em primeira pessoa, simulação imersiva e terror.

A Zona — um local imprevisível e perigoso que esconde segredos revolucionários e tesouros inimagináveis. Aqui, anomalias instáveis distorcem a realidade, pessoas se atacam apenas por ganância e mutantes assustadores caçam aqueles que se atrevem a se aprofundar no desconhecido. Ainda assim, a Zona ainda atrai pessoas conhecidas como Stalkers, que arriscam tudo em busca de artefatos raros e verdades ocultas…

S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl é uma aventura imperdoável de sobrevivência FPS em um mundo aberto e sombrio de ficção científica. Vasculhe em busca de equipamentos e recursos, cace por recompensas, faça decisões complexas para sobreviver e crie o seu próprio caminho pela Zona Anômala de Chornobyl.

  • Versão do jogo: PS5
  • Tamanho total do jogo instalado: 153GB
  • Desenvolvedora: GSC Game World
  • Distribuidora: GSC Game World Global LTD
  • Gênero: Tiro, Ação
  • Data de lançamento: 20/11/2025 (consoles)
  • Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
  • Possui HDR: Sim
  • Ray Tracing: Sim
  • Multiplayer: Não
  • Preço: PS5 R$: 339,90 / PC Steam R$: 239,00 / Xbox R$: 259,95 

Opinião sobre o jogo S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart Of Chornobyl

S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl finalmente chegou ao PlayStation 5 e Xbox Series, mas não da forma como muitos esperavam. Depois de um ano convivendo com relatos divididos sobre o lançamento inicial, a chegada tardia aos consoles, assume outra postura: a de um jogo que não busca reescrever a própria história, mas sim se reconciliar com ela.

Desta vez, a Zona não é apenas um palco de sobrevivência, ela se impõe como um organismo vivo, rabugento, que reage à nossa presença como quem odeia visitas inesperadas. Assumimos o papel de Skif, alguém que não é herói, tampouco ícone da resistência. Ele é, no fundo, apenas mais um infeliz com motivos pessoais demais para estar no pior lugar possível. Vingança? Ambição? Obsessão? Talvez tudo junto, talvez nada disso. A verdade é que a Zona engole causas nobres e motivos egoístas com a mesma facilidade.

Historia e narrativa

E enquanto a narrativa tenta nos convencer de que entendemos alguma coisa, o jogo se diverte nos lembrando que não entendemos absolutamente nada. Facções que mudam de humor mais rápido que tempestade radioativa, criaturas que parecem ter escapado de experimentos que nunca deveriam ter acontecido, e grupos como Spark e Ward que tratam o impossível como se fosse terça-feira. A história é menos sobre revelar mistérios e mais sobre aceitar que certos mistérios não ligam para sua opinião.

Se há escolhas, há também consequências, quase sempre desagradáveis. Não importa se tentamos agir como um diplomata, um mercenário, um santo ou um idiota; a Zona funciona na base da matemática emocional mais cruel possível: decisões ruins levam a coisas piores. As boas intenções raramente passam do prologo, e as desastrosas dão um jeito de parecer inevitáveis. Skif sofre, nós sofremos, e no fim parece que era assim que o roteiro queria desde o princípio.

Jogabilidade

No campo da jogabilidade, Heart of Chornobyl não tenta se misturar ao FPS moderno, ele declara guerra a ele. A Zona não é terreno para correr feito super-herói, dar 30 tiros no peito de alguém e seguir como se nada tivesse acontecido. Aqui, dois disparos bastam para acabar com o inimigo. Um disparo pode acabar com você. E toda ação impensada vira motivo de arrependimento instantâneo. Estratégia não é recomendação: é sentença.

Sobrevivência, por sua vez, não é um modo opcional. É a espinha dorsal. Fome, sede, exaustão, radiação, peso excessivo, tudo quer te quebrar, e com frequência consegue. Até mesmo os artefatos, supostos tesouros da Zona, cobram um preço físico que beira o masoquismo. Heart of Chornobyl não disfarça: trata o jogador como mais uma peça descartável no ciclo natural de tragédias daquele lugar.

O mundo em si

Por outro lado, o mundo ao redor é tão impressionantemente vivo que até dói perceber que preferiria estar em qualquer outro lugar. As simulações de clima, fauna, rotina das facções e encontros emergentes criam a sensação constante de que estamos visitando um ecossistema que existiria perfeitamente sem nós. E que, francamente, preferiria que continuássemos longe.

Graficamente, a Unreal Engine 5 entrega uma Zona que beira o sublime. Florestas densas, tempestades assustadoras, ruínas detalhadas e efeitos climáticos de cair o queixo fazem Heart of Chornobyl parecer uma vitrine tecnológica mesmo que, ironicamente, as expressões humanas continuem no nicho “bonecos de cera com problemas existenciais”. Já as criaturas, apesar de funcionais, ficam devendo imaginação em um universo que pede ousadia.

Parte Sonora e melhorias

Sonoramente, o jogo abraça o silêncio como arma psicológica. Lama, vento, metal rangendo, chiados de radiação e ruídos indecifráveis substituem trilhas grandiosas. O headset certo transforma cada passo em dúvida e cada eco em ameaça. É uma experiência auditiva que reforça o incômodo, a paranoia e a constante sensação de estar sendo observado e não de forma amistosa.

O pacote no PS5, embora mais polido do que antes, ainda tem seus tropeços. Quedas discretas de performance, glitches doidos e inimigos que às vezes esquecem como funciona o próprio corpo acontecem. Não arruínam a jornada, mas lembram que Heart of Chornobyl é ambicioso demais para ser totalmente domado.

No fim, S.T.A.L.K.E.R. 2 não tenta ser simpático. Ele não pede desculpas, não pega na sua mão, não entrega atalhos, não abre concessões. É denso, amargo, exaustivo e, por isso mesmo, fascinante. Sua brutalidade é sua identidade. Sua hostilidade é sua assinatura. Seu charme está exatamente na recusa em agradar.

E talvez seja isso que o torna tão único.

Considerações Finais

S.T.A.L.K.E.R. 2: Heart of Chornobyl, em sua forma mais estável no PlayStation 5, continua sendo um jogo que destrói expectativas antes de entregar recompensas. Complexo, exigente e frequentemente ingrato, ele permanece fiel a um espírito que nunca se rendeu às tendências modernas. É cru, incômodo, obscuro e, para quem abraçar a jornada, memorável de um jeito que poucos jogos conseguem ser, mesmo que a Zona deixe claro, o tempo todo, que preferia te ver morto.

  • Mundo vivo, dinâmico e imprevisível
  • Atmosfera intensa e opressiva
  • Combate realista, letal e estratégico
  • Customização profunda de armas e trajes
  • Gráficos impressionantes com Unreal Engine 5
  • Narrativa madura e moralmente ambígua
  • Forte sensação de sobrevivência
  • Missões secundárias realmente relevantes
  • Expressões faciais fracas e pouco naturais
  • Criaturas com design pouco inspirado
  • Pequenos problemas de performance
  • Consequências de escolhas pouco claras
  • Jogabilidade pesada e menos fluida
  • Gestão de peso exagerada e punitiva
  • Trilha sonora minimalista demais

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela GSC Game World.

Confira também: S.T.A.L.K.E.R. Legends of the Zone Trilogy (Enhanced Edition) – Resenha

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