Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo ROMEO IS A DEAD MAN, que segue um estilo de ação estilizado que mistura violência exagerada, humor sombrio e combates intensos contra hordas sobrenaturais.
Descrição do jogo:
Assuma controle do protagonista Romeo Stargazer neste jogo de ação e aventura em terceira pessoa para um jogador dividido em vários capítulos. A história de Romeo é imprevisível e carregada de batalhas intensas, mas intercaladas por missões secundárias para garantir um ritmo de jogo fluído.
“Revide sangue com sangue”
Romeo alterna entre o uso de espadas e armas de fogo para lutar. Elimine as ondas de inimigos que aparecerem no seu caminho para conceber um novo tipo de ação sanguinolenta e derrote os temíveis criminosos do espaço-tempo à sua espera. Absorva o sangue dos inimigos para liberar o “Verão Sangrento”, ataque especial de Romeo que é capaz de salvar qualquer situação. As várias armas de Romeo podem ser fortalecidas e modificadas conforme a história avança e ele encara inimigos cada vez mais poderosos.
“Uma história que transcende o tempo e o espaço”
A história deste jogo começa com o espaço-tempo sendo fragmentado por determinado incidente. Romeo, que fica à beira da morte, acaba sendo ressuscitado por um novo tipo de supertecnologia. Ele então é recrutado pela Polícia do Espaço-Tempo do FBI como um agente especial, passando a vagar pelo cosmo em busca de criminosos que tiraram proveito desse caos – tudo para trazer justiça de volta ao universo. Ao mesmo tempo ele tenta procurar por pistas sobre sua namorada desaparecida Juliet, não tardando a descobrir que o sumiço dela e a destruição do universo podem estar mais conectados do que ele imaginava. Usando a máscara conhecida como DeadGear, Romeo sequer imagina o que espera por ele nos confins do espaço-tempo…
Trailer Oficial de lançamento:
Informações sobre o jogo:
- Versão do jogo: PS5
- Tamanho total do jogo instalado: 32GB
- Desenvolvedora: Grasshopper Manufacture
- Distribuidora: Grasshopper Manufacture
- Gênero: Aventura, Ação
- Data de lançamento: 11/02/2026
- Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
- Possui HDR: Sim
- Ray Tracing: Não
- Multiplayer: Não
- Preço: PS5 R$: 284,90 / PC Steam R$: 134,99
Opinião sobre o jogo ROMEO IS A DEAD MAN:
Criar videogames autorais em grande escala é um privilégio raro. A maioria dos estúdios prefere fórmulas seguras, mas existem criadores que tratam cada projeto como manifesto artístico. Entre eles está Goichi Suda, mais conhecido como Suda51, uma mente que transforma exagero, humor ácido e experimentação em marca registrada.
Depois de encerrar um ciclo com No More Heroes, Suda retorna com algo que não tenta repetir o passado, mas também não foge de sua identidade: ROMEO IS A DEAD MAN. Lançado em 11 de fevereiro de 2026 para PC, PS5 e Xbox Series, o jogo é praticamente um projeto autoral completo, roteiro, direção e produção carregam o DNA do criador.
Mas a pergunta inevitável surge: esse novo protagonista consegue sair da sombra de Travis Touchdown ou estamos diante de uma obra que vive de ecos do passado?

Um cadáver em missão oficial
A trama começa com uma ruptura no tecido do espaço-tempo. No meio do caos, Romeo morre ou quase. Seu avô o traz de volta utilizando tecnologia experimental, transformando-o em agente da Polícia Espacial do FBI. A partir daí, ele assume a tarefa de capturar criminosos que exploraram o colapso temporal, eliminar hordas de zumbis espalhados pelo universo e, paralelamente, descobrir o paradeiro de sua amada Julieta.
Se a premissa já parece absurda, a execução vai ainda além. Inspirado livremente por Back to the Future, o jogo abraça viagens temporais sem qualquer compromisso com linearidade. Eventos do passado, presente e futuro se sobrepõem sem pedir licença. Não há esforço em explicar tudo e isso é intencional. A narrativa aposta no caos como linguagem.

Shakespeare sob gravidade zero
A história funciona também como uma paródia intergaláctica de Romeo and Juliet. O romance trágico vira sátira espacial, misturado a personagens caricatos e piadas metalinguísticas, incluindo uma personagem que ironiza IAs mal programadas típicas de NPCs.
Há momentos que parecem números musicais surreais, lembrando a ousadia estilística de Alan Wake 2, além de sequências com mudanças bruscas de direção de arte. O resultado é uma colagem pop que oscila entre o brega, o experimental e o genuinamente divertido. A trilha sonora acompanha essa energia caótica, com faixas marcantes principalmente nas batalhas contra chefes.
Confuso? Sem dúvida. Entediante? Nem por um segundo.

Um laboratório de ideias jogáveis
Se há algo que define Suda51 é a vontade de reinventar a própria estrutura do jogo. Aqui, isso se traduz em mudanças constantes de perspectiva: fases em 3D convivem com trechos 2D em pixel art e segmentos isométricos.
A progressão do personagem foge do convencional. Para evoluir atributos, o jogador participa de um minigame que remete a Pac-Man: guiando um veículo por um labirinto, coleta ícones que representam melhorias enquanto gerencia combustível, que funciona como experiência acumulada. É estranho, criativo e surpreendentemente funcional.
O absurdo continua: é possível cultivar zumbis, aprimorá-los e utilizá-los como parte do arsenal. Também há um sistema de criação de alimentos com diferentes classificações. São ideias que soam aleatórias no papel, mas reforçam o espírito experimental da obra.

Combate entre o caos e a repetição
A ação mistura hack and slash acelerado com armas de fogo. O sistema lembra Dead Rising em certos momentos, enquanto a atmosfera mais sombria evoca The Evil Within.
Romeo dispõe de quatro armas de fogo e quatro espadas, todas aprimoráveis. Combinações de ataques corpo a corpo, habilidades especiais e suporte dos zumbis tornam os confrontos intensos. O efeito de câmera lenta ao executar finalizações é particularmente satisfatório.
Há também um toque “soulslike”: inimigos retornam após checkpoints, e a morte ativa uma roleta que concede bônus variados no retorno, aumento de ataque, defesa, absorção de sangue ou retomada direta na luta contra o chefe.
O problema está na repetição. Tipos de inimigos reaparecem com frequência, e as masmorras procedurais mantêm estética similar demais. A câmera, especialmente quando travada, frequentemente falha em acompanhar a ação, prejudicando a fluidez.

Missões arrastadas e desempenho instável
Algumas etapas dividem a exploração entre a realidade principal e um “subespaço” alternativo, onde não há combate, apenas busca por chaves que liberam o chefe da missão. A ideia funciona inicialmente como recurso narrativo, mas se torna cansativa conforme as horas avançam.
Na versão de PC, o desempenho técnico compromete a experiência. Quedas constantes de FPS em cutscenes, stuttering associado à Unreal Engine 5 e um momento crítico próximo ao final, com a taxa de quadros despencando para níveis “injogáveis”, evidenciam problemas de otimização.

Vale a pena embarcar?
Ao final da jornada, fica claro que o jogo não atinge o magnetismo de No More Heroes. Falta aquele protagonista imediatamente icônico e a coesão que marcou a franquia anterior.
Por outro lado, o espírito criativo de Suda51 permanece intacto. Mesmo com falhas estruturais e técnicas, ROMEO IS A DEAD MAN oferece algo raro: personalidade. É imperfeito, exagerado e inconsistente, mas também ousado, engraçado e memorável.

Considerações Finais
ROMEO IS A DEAD MAN é uma experiência caótica que prioriza originalidade acima da polidez. Entre sátiras shakespearianas no espaço, experimentações de gameplay e problemas de desempenho, o novo projeto de Suda51 divide opiniões, mas jamais passa despercebido.
✅ Pontos Positivos
- Criatividade extrema e identidade autoral forte de Goichi Suda
- Narrativa caótica, irreverente e cheia de referências à cultura pop
- Combate dinâmico, com boa mistura de hack and slash e armas de fogo
- Mecânicas excêntricas e originais (minigame de evolução, cultivo de zumbis)
- Variedade visual (3D, 2D, isométrico) que mantém a experiência imprevisível
- Trilha sonora marcante, especialmente nas boss fights
❌ Pontos Negativos
- Narrativa confusa e pouco coesa
- Repetição excessiva de inimigos e ambientes
- Problemas de câmera durante o combate
- Missões com estrutura cansativa e progressão pouco intuitiva
- Desempenho técnico instável
- Menor carisma comparado a No More Heroes
Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Grasshopper Manufacture.
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