Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Project Motor Racing, que é o novo de corrida e nova aposta dos criadores de Project Cars!
Descrição do jogo:
Project Motor Racing traz à tona a beleza e a intensidade do automobilismo profissional.
Só do bom e do melhor
Corra através da história em 70 carros meticulosamente recriados, 13 classes emblemáticas e 28 pistas mundiais.
* Carros: Dos hipercarros LMDh atuais às lendas mais emblemáticas da história, cada veículo é uma obra-prima original
* Circuitos: Digitalizados detalhadamente com absoluta autenticidade
Para todos os gostos
Aos jogadores veteranos e iniciantes, Project Motor Racing oferece:
* Modo carreira solo
* Modos de corrida online
* Eventos no jogo
* Todas as 4 classes de corrida disponíveis
Simulação aprimorada
* Física de primeiros princípios: O novo motor de física oferece realismo de manejo incomparável e FFB de fidelidade elevada
* Motor de física inovador GIANTS Engine 10, ideal para mods
* Teste de fábrica com pilotos: Manejo de cada carro cuidadosamente testado e aprovado por marcas parceiras e centenas de pilotos de nível internacional, garantindo precisão de manejo autêntica
* Sonoplastia imersiva: Brutalidade do automobilismo reproduzida como nunca antes
Sinta cada momento
* Cabine realista com mormaço, efeitos visíveis da aceleração da gravidade, etc.
* True2Track
– Condições meteorológicas dinâmicas
– Traçado e faixa de pista seca adaptáveis
– Ciclo diurno completo
Trailer Oficial de lançamento:
Informações sobre o jogo:
- Versão do jogo: PS5
- Tamanho total do jogo instalado: 25GB
- Desenvolvedora: Straight4 Studios
- Distribuidora: GIANTS SOFTWARE GMBH
- Gênero: Direção/corrida
- Data de lançamento: 25/11/2025
- Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
- Possui HDR: Sim
- Ray Tracing: Não
- Multiplayer: Sim (Compatível com até 32 jogadores online)
- Preço: PS5 R$: 349,90 / PC Steam R$: 277,95 / Xbox R$: 324,95
Opinião sobre o jogo Project Motor Racing:
Ian Bell é aquele tipo de nome que, dentro do sim racing, sempre aparece quando alguém comenta sobre “o cara que tentou ir além do que todo mundo fazia”. Depois do fim da série Project CARS, que começou promissora, descarrilou no terceiro jogo e acabou varrida pela EA, muita gente apostou que Bell simplesmente mudaria de ares. Em vez disso, ele decidiu erguer outra estrutura do zero, reuniu colegas antigos e deu forma à Straight4 Studios, de onde nasce o ousado Project Motor Racing.
E ousadia é, de fato, a palavra. O jogo tenta mirar em praticamente todos os nichos do gênero: quer desafiar o realismo concentrado de iRacing, abraçar a variedade de Assetto Corsa, oferecer resistência longa à la Le Mans Ultimate, e, de quebra, disputar espaço com Gran Turismo 7 e Forza Motorsport em acessibilidade e charme. A promessa é enorme, talvez até demais.

Quando o volante pesa mais que deveria
Entrar em Project Motor Racing é um choque para quem está acostumado com simuladores bem calibrados. A curva inicial é íngreme, mas não só por ser exigente: há inconsistências que passam a sensação de que a experiência ainda está crua.
Carros clássicos parecem perfeitos desde o início, enquanto hipercarros modernos se comportam como máquinas descontroladas, escorregadias além do aceitável. Não é apenas dificuldade: é desajuste.
O sistema de setup, extremamente profundo, é um prato cheio para engenheiros virtuais — combustível, aerodinâmica, transferência de peso, pressão de pneus, comportamento da suspensão, tudo está lá. Mas mesmo com ajustes cuidadosos, alguns modelos insistem em reagir de formas imprevisíveis.
O detalhe curioso é que tudo isso pode ser suavizado com volante, mas quem joga no controle (especialmente no PS5) nota mais claramente as falhas de equilíbrio entre categorias.

Pistas vivas, carros nem sempre
O grande trunfo técnico do jogo é o sistema True2Track, que transforma a pista em um organismo vivo. Borracha acumulada, desgaste do asfalto, poças se formando, variação climática sazonal… tudo muda corrida após corrida. O visual das pistas acompanha o conceito: verão brilhante, outono acastanhado, inverno encharcado — e sim, isso afeta aderência.
Mas é justamente na chuva que o jogo derrapa (literalmente e figurativamente). O spray funciona, o reflexo no asfalto também, mas a água no para-brisa parece saída de um efeito genérico repetido em loop, tirando muito do realismo.
Graficamente, Project Motor Racing faz bonito em tomadas externas e na apresentação dos carros vistos por fora. Já o interior carece de polimento, perdendo brilho quando comparado com GT7, por exemplo.

IA desorientada e penalizações rígidas demais
O sistema de penalidade funciona como se o jogo estivesse sempre à espera de te punir: escorregou e saiu na grama, mesmo sem ganhar vantagem? Penalidade. Perdeu o controle sozinho? Penalidade. Encostou na zebra errada? Penalidade.
A IA também não ajuda. Os adversários seguem trajetórias como se você não existisse, ignorando sua presença e gerando colisões absurdas. Paradoxalmente, quando batem entre si, o resultado é bem convincente, só não funciona quando você está no meio.
Modo carreira: ótimo conceito, execução incompleta
A estrutura da carreira é, talvez, o ponto mais promissor. Criar sua própria equipe, escolher patrocinadores com pagamentos variáveis, arcar com custos de reparo e comprar carros conforme seu orçamento traz vibes deliciosamente parecidas com uma “Master League de automobilismo”.
Há treinos, classificações, eventos temáticos, desafios e contrarrelógios que ampliam o conteúdo. O problema é a interface: menus desorganizados, ausência de calendário claro, opções escondidas demais. Tudo funciona, mas não flui como deveria.
No online, a vantagem é não haver mensalidade, diferentemente de iRacing. Mas o teste obrigatório com o Mazda para liberar corridas ranqueadas já expõe muitos dos problemas da física e do sistema de punições.

Considerações Finais
A seleção de carros é respeitável: mais de 70 máquinas entre GT4, GT3, GTE, Group C, clássicos GT1, hipercarros e afins. Faltam alguns ícones como Ferrari, McLaren e qualquer categoria de Fórmula.
As pistas são excelentes, com nomes lendários como Spa, Monza, Nürburgring GP, Fuji, Laguna Seca e várias variações.
Ainda assim, tudo aponta para um jogo lançado antes da hora. Não oficialmente Early Access, mas com sentimentos inequívocos de Early Access a preço cheio.
E aí o jogador precisa decidir: acreditar que o histórico de Ian Bell significa evolução constante… ou esperar mais alguns meses para ver se a pista vai, de fato, gripar.

Pontos Positivos
- Ótima condução em alguns modelos
- Pistas realmente dinâmicas e climáticas bem representadas
- Modo carreira com boa base e muitas possibilidades
- Variedade de opções offline e online
- Carros antigos são um deleite de dirigir
Pontos Negativos
- Inconsistência extrema entre carros (alguns quase incontroláveis)
- IA desastrosa e agressiva sem motivo
- Penalizações rígidas e mal calibradas
- Cabines internas pouco detalhadas
- Sensação constante de “lançamento antes da hora”
Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela GIANTS SOFTWARE.
Confira também: A.I.L.A – Resenha














