I Hate This Place – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo I Hate This Place, que segue umk estilo de terror e sobrevivência em mundo aberto inspirado na HQ homônima, que mistura horror cósmico, criaturas bizarras e uma estética estilizada marcante. Preso em um ambiente hostil que reage às suas ações, o jogador precisa explorar, lutar e sobreviver — especialmente quando a noite cai.

Desfruta da tua estadia no pior sítio da Terra.

I Hate This Place é um jogo isométrico de terror, sobrevivência e criação, que decorre numa terra amaldiçoada repleta de alucinantes pesadelos e de aterradoras criaturas que vivem na escuridão. Terás de vasculhar cada canto, construir, recorrer à furtividade e lutar se quiseres sobreviver.

Terror, sobrevivência e criação clássicos

Vasculha cada canto de Rutherford Ranch para sobreviveres. Desde florestas assombradas e uma cidade em ruínas a bunkers infestados. Explora um mundo perigoso e procura recursos vitais, cria equipamentos cruciais, melhora o acampamento e reconstrói postos avançados para te esconderes.

O dia é preparação. A noite é perseguição.

Um ciclo de dia/noite dinâmico que muda o mundo. Aproveita a luz do dia e explora, procura mantimentos, cria equipamentos e prepara-te para o que vem a seguir. Quando a noite cai, começa o verdadeiro pesadelo. Há mais inimigos à solta, mais fortes e agressivos do que nunca. O terreno é mais difícil de percorrer com apenas uma lanterna. Por vezes, o melhor é mesmo encontrares abrigo e ficares por lá até a manhã chegar.

O silêncio total pode ser a tua salvação

Alia a furtividade ao combate e escapa às perversas criaturas de Rutherford Ranch que usam o som para te localizar. Usar a força bruta só fará com que caves a tua sepultura mais rapidamente. Tira partido do som, atrai criaturas para longe do teu trajeto ou encaminha-as para armadilhas mortíferas.

A onda dos anos 80 une-se à sofisticação da banda desenhada

Inspirado na aclamada série de banda desenhada criada por Kyle Starks e Artyom Topilin, I Hate This Place ganha vida com cores ousadas, um toque do estilo de banda desenhada retro e uma grande dose da estética dos anos 80. Uma combinação única de terror e humor negro, com a dose certa de aventura e sangue. O terror encontra o chame estilizado.

  • Versão do jogo: PS5
  • Tamanho total do jogo instalado: 4GB
  • Desenvolvedora: Rock Square Thunder
  • Distribuidora: Broken Mirror Games
  • Gênero: Terror
  • Data de lançamento: 29/01/2026
  • Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
  • Possui HDR: Sim
  • Ray Tracing: Não
  • Multiplayer: Não
  • Preço: PS5 R$: 169,90 / PC Steam R$: 99,99 / Xbox R$: 145,95 / Switch R$: 129,99

Opinião sobre o jogo I Hate This Place:

Desde a infância, os quadrinhos têm servido como matéria-prima para adaptações nos videogames. Títulos clássicos ajudaram a formar gerações de fãs e consolidaram essa ponte entre mídias. Hoje, com os quadrinhos dominando filmes, séries e jogos, ainda assim é surpreendente ver uma minissérie relativamente pequena da Image Comics se transformar na base de um jogo indie.

Do Papel para o Controle

I Hate This Place transporta o universo criado por Kyle Starks e Artyom Topilin para um jogo de terror e sobrevivência em perspectiva isométrica. A ideia de uma fazenda localizada no lugar mais amaldiçoado do mundo combina naturalmente com exploração, coleta de recursos e construção de base. No entanto, apesar da boa premissa, a execução nem sempre acompanha o potencial da proposta.

Uma História Original em um Mundo Familiar

Ao invés de adaptar diretamente os eventos dos quadrinhos, o jogo apresenta uma narrativa inédita. O jogador controla Elena, em busca de sua amiga desaparecida, Lou, enquanto investiga segredos ligados ao passado de sua mãe. Cultos estranhos, experimentos científicos e a figura enigmática do Homem dos Chifres surgem como peças centrais do mistério. Tudo converge para o Rancho Rutherford, ponto-chave tanto da história pessoal da protagonista quanto do horror que assola a região.

Quadrinhos em Movimento

Visualmente, o jogo se destaca logo de cara. A estética inspirada nos quadrinhos é vibrante, contrastando cores fortes com um clima constantemente opressor. O uso de cell shading dá personalidade aos cenários e personagens, enquanto onomatopeias visuais reforçam cada passo e ruído, criando uma identidade estética marcante.

Silêncio é Sobrevivência

Esses recursos visuais também têm função prática, já que grande parte da jogabilidade gira em torno da furtividade. Fazer barulho pode atrair inimigos perigosos, exigindo planejamento constante. A câmera isométrica funciona bem, mas ocasionalmente limita a visão, resultando em encontros inesperados. Embora seja possível distrair inimigos, não demora para o jogador acumular armas suficientes para enfrentar os perigos de frente.

Inimigos Assustadores, Mas Pouco Variados

A galeria de monstros é criativa e visualmente perturbadora, mas as diferenças entre eles se resumem, na maioria das vezes, à quantidade de resistência. Poucos inimigos apresentam comportamentos realmente distintos, o que reduz a variedade estratégica nos combates. Apesar de pontos fracos incentivarem ataques furtivos, o uso de armas de fogo e explosivos acaba sendo a solução mais eficiente na maior parte do tempo.

Rancho Rutherford

O rancho funciona como o centro da experiência. A partir dele, o jogador explora áreas vizinhas, encontra bunkers que funcionam como masmorras e aceita missões de NPCs. O ciclo de dia e noite define o ritmo do jogo, incentivando a coleta de recursos durante o dia e o retorno à base à noite. É possível construir estações de trabalho e plantações para garantir suprimentos constantes.

Sistemas de Sobrevivência

Apesar de promissor, o sistema de sobrevivência rapidamente perde impacto. Poucas construções são suficientes para gerar recursos em excesso, tornando irrelevantes tanto a fome quanto o gerenciamento de munição. Com isso, a tensão típica do terror de sobrevivência se dissipa, e esses sistemas passam a parecer superficiais, pouco integrados à experiência principal.

Exploração e Level Design Competentes

O mapa não é grande, mas é bem estruturado e variado. Pontos de viagem rápida e áreas seguras estão bem distribuídos, evitando frustrações excessivas. Os bunkers seguem um design clássico do gênero, com atalhos e progressão gradual, funcionando de forma eficiente, ainda que sem grandes momentos memoráveis ou segredos realmente recompensadores.

Ideias Fortes, Execução Fraca

A lore do jogo introduz missões envolvendo fantasmas, levando o jogador a um plano espiritual para investigar mortes passadas. Narrativamente, esses momentos são interessantes e ajudam a expandir o mundo. No entanto, as áreas são grandes demais, fáceis de se perder e marcadas por combates lentos e repetitivos, o que compromete o ritmo e a diversão.

Narrativa e Apresentação

Apesar do visual estilizado, a apresentação das cenas narrativas deixa a desejar. Personagens permanecem estáticos, com enquadramentos estranhos e balões de texto mal posicionados. A história tem boas ideias, mas carece de aprofundamento, especialmente no desenvolvimento das facções e da figura central do Homem dos Chifres, que permanece excessivamente vaga.

Problemas Técnicos e Falta de Acabamento

Ao longo de aproximadamente oito horas de jogo, diversos bugs comprometem a imersão. Diálogos fora de contexto, NPCs duplicados e falhas na narração final reforçam a sensação de um produto inacabado. Esses problemas técnicos pesam negativamente em uma experiência que já sofre com desequilíbrios de design.

Considerações Finais

I Hate This Place é um jogo frustrante justamente porque apresenta boas ideias e uma base sólida, mas não consegue amarrar seus elementos de forma coesa. A furtividade tem potencial, o combate é funcional e a história desperta curiosidade, porém tudo isso é enfraquecido por sistemas mal balanceados e problemas técnicos. Talvez futuras atualizações consigam corrigir parte dessas falhas, mas, no estado atual, o jogo fica aquém do que o material original sugeria.

🟩 Pontos Positivos

  • Estilo artístico inspirado nos quadrinhos, com personalidade própria e visual facilmente reconhecível
  • Trilha sonora e efeitos sonoros bem produzidos, ajudando a construir atmosfera
  • Grande disponibilidade de itens e recursos, reduzindo frustrações durante a progressão

🟥 Pontos Negativos

  • Narrativa superficial, que não consegue prender ou deixar impacto
  • Missões secundárias pouco elaboradas e sem ideias memoráveis
  • Combate inconsistente e sem peso, falhando em gerar tensão
  • Problemas técnicos frequentes que prejudicam a imersão
  • Design das criaturas abaixo do potencial esperado para o gênero

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Broken Mirror Games.

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