Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok que expande o RPG de ação da Cygames com novos desafios endgame, personagens, invocações jogáveis e missões ainda mais intensas.
Com combates cooperativos para até quatro jogadores e modo roguelite Conflux, a expansão aposta em repetição viciante, evolução constante e batalhas espetaculares.

Minha Opinião sobre o jogo Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok:

Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok representa uma nova fase para a franquia da Cygames. Além de marcar sua chegada aos consoles da Nintendo, esta edição reúne a aventura original com uma expansão que adiciona personagens, missões, invocações e um modo inspirado em roguelikes.

Mesmo com uma campanha que demora a engrenar, o jogo compensa com batalhas extremamente divertidas, um elenco variado e uma quantidade impressionante de atividades para quem pretende continuar jogando depois dos créditos.

Uma aventura entre ilhas flutuantes

A jornada acompanha um grupo de aventureiros que viaja por um vasto mundo formado por ilhas suspensas no céu. No centro da trama estão o capitão da tripulação e Lyria, uma jovem capaz de criar vínculos com poderosas criaturas conhecidas como Bestas Primordiais.

Quando essas entidades começam a desaparecer, o grupo descobre que uma organização misteriosa pretende utilizar seus poderes para alcançar Estalucia, uma ilha lendária que também representa o grande destino da tripulação.

Endless Ragnarok continua os acontecimentos da campanha original e introduz os ragnalias, figuras ligadas a uma ameaça capaz de colocar todo o mundo de Granblue Fantasy em risco.

Apesar de possuir bons momentos e personagens carismáticos, a narrativa não é o principal motivo para continuar jogando. O início é lento e boa parte do potencial da experiência aparece somente depois que a história principal termina.

Combates rápidos e cheios de personalidade

O sistema de batalha é, sem dúvida, o maior destaque de Granblue Fantasy: Relink. Os confrontos acontecem em tempo real e colocam quatro personagens simultaneamente contra grupos de inimigos ou chefes gigantescos.

Cada guerreiro possui movimentos, habilidades e mecânicas próprias. Alguns preferem ataques rápidos e sequências longas, enquanto outros utilizam magia, armas pesadas ou técnicas de suporte. Essa variedade incentiva o jogador a experimentar diferentes formações até encontrar a equipe que melhor combina com seu estilo.

Os chefes também merecem destaque. Eles modificam seus padrões conforme perdem energia, criam grandes áreas de perigo e obrigam o grupo a equilibrar ataque, defesa e posicionamento. Em determinados momentos, a tela fica tomada por explosões, números e efeitos visuais, o que torna as batalhas espetaculares, mas nem sempre fáceis de acompanhar.

Para jogadores menos acostumados com RPGs de ação, existe um sistema de assistência que simplifica a execução dos combos. A dificuldade da campanha também pode ser ajustada, embora as missões avançadas do pós-game tenham níveis definidos pelo próprio jogo.

Evolução individual para cada integrante

A progressão não se limita ao nível geral da equipe. Cada personagem possui sua própria árvore de habilidades, permitindo melhorar atributos, desbloquear golpes e reforçar características específicas.

Isso faz com que a troca de combatente não seja apenas uma mudança visual. Aprender a jogar com um novo integrante exige entender seu ritmo, seus combos e sua função dentro do grupo.

O elenco já era grande no jogo original e se torna ainda mais completo com Endless Ragnarok, chegando a aproximadamente 29 personagens disponíveis. Parte deles é obtida naturalmente durante a campanha, enquanto outros precisam ser desbloqueados por meio dos Cartões de Tripulante.

Os heróis da expansão também podem ser liberados antecipadamente, mas essa possibilidade vem acompanhada de um aviso, já que alguns detalhes podem revelar acontecimentos do novo conteúdo narrativo.

Modo Confluência aposta em estrutura roguelike

Uma das principais novidades da expansão é o Modo Confluência. Nele, o jogador atravessa diferentes arenas, enfrenta hordas de inimigos e participa de desafios de sobrevivência com tempo limitado.

Ao concluir cada etapa, é possível escolher Auras que oferecem vantagens temporárias durante aquela tentativa. Esses benefícios podem melhorar o dano, a resistência ou outras características da equipe.

Diferentemente de roguelikes tradicionais, as partidas possuem duração bem definida. O jogo informa quantas etapas ainda faltam, permitindo que o jogador acompanhe seu progresso até o confronto final.

As recompensas incluem materiais para criação de equipamentos e recursos utilizados na evolução dos personagens. Entretanto, apenas um conjunto de prêmios pode ser levado ao final de cada percurso, obrigando o jogador a decidir qual tipo de item é mais importante naquele momento.

Bestas Primordiais entram definitivamente em combate

Endless Ragnarok também expande o sistema de invocações. As Bestas Primordiais, que anteriormente eram controladas apenas em momentos específicos da campanha, agora podem ser chamadas durante diferentes batalhas.

Essas criaturas causam grande impacto nos confrontos e transformam algumas lutas em verdadeiros espetáculos visuais. Outras invocações também podem ser desbloqueadas, aumentando as possibilidades estratégicas da equipe.

A expansão ainda acrescenta novos chefes, missões, desafios e capítulos de história. Como o jogo original já possuía um pós-game bastante extenso, o resultado é um pacote com conteúdo suficiente para dezenas de horas.

O verdadeiro jogo começa após os créditos

Embora a campanha funcione como uma boa introdução ao universo e aos personagens, são as missões posteriores que exploram melhor o sistema de combate.

O pós-game segue uma estrutura semelhante à de Monster Hunter, apresentando desafios progressivamente mais difíceis, chefes poderosos e uma busca constante por materiais, armas e melhorias.

Essa estrutura pode não agradar quem procura apenas uma aventura narrativa tradicional. Para quem gosta de montar equipes, repetir missões e aperfeiçoar personagens, no entanto, é justamente onde Granblue Fantasy: Relink se torna mais viciante.

Localização em português e recursos entre plataformas

A chegada de menus e legendas em português brasileiro torna a experiência muito mais acessível. Como se trata de um RPG com muitos diálogos, descrições de habilidades e sistemas de evolução, a localização ajuda bastante na compreensão das mecânicas.

A integração entre plataformas também facilita a vida de quem pretende alternar entre os consoles Switch, Xbox Series e Playstation, aproveitando recursos de conexão e continuidade de progresso oferecidos pelo jogo.

Visualmente impressionante

A direção artística continua sendo um dos pontos mais fortes de Relink. Os cenários apresentam cores vibrantes, ilhas enormes e paisagens que reforçam constantemente a sensação de aventura.

Os personagens são expressivos, os golpes possuem animações elaboradas e as batalhas contra criaturas gigantescas entregam alguns dos momentos visualmente mais marcantes da campanha.

A trilha sonora acompanha muito bem essa proposta, alternando músicas grandiosas durante os confrontos com faixas mais tranquilas nos momentos de exploração.

Considerações Finais

Granblue Fantasy: Relink – Endless Ragnarok não transforma completamente a experiência original, mas adiciona conteúdo suficiente para justificar o retorno dos jogadores veteranos.

O combate continua sendo o grande protagonista, agora acompanhado por mais personagens, invocações e desafios. A campanha ainda sofre com um começo pouco envolvente, mas o excelente pós-game e a variedade de estilos tornam a progressão extremamente recompensadora.

Para quem nunca jogou Relink, esta edição representa uma ótima porta de entrada. Para quem já conhece o universo, Endless Ragnarok oferece novos motivos para reunir a tripulação e voltar a explorar os céus.

  • Sistema de combate rápido, responsivo e extremamente divertido.
  • Grande variedade de personagens com mecânicas realmente diferentes.
  • Árvores de habilidades individuais incentivam a experimentação.
  • Modo Confluência adiciona uma estrutura interessante inspirada em roguelikes.
  • Invocações tornam as batalhas mais estratégicas e visualmente impressionantes.
  • Grande quantidade de missões, chefes e atividades de pós-game.
  • Menus e legendas totalmente localizados em português brasileiro.
  • A campanha demora para apresentar seus melhores momentos.
  • Boa parte do conteúdo mais interessante fica restrita ao pós-game.
  • O excesso de efeitos pode dificultar a leitura de algumas batalhas.
  • O desbloqueio antecipado dos novos personagens pode revelar detalhes da história.
  • Algumas atividades dependem da repetição constante de missões para obter materiais.

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Cygames.

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