Uma aventura cheia de puzzles com pegada metroidvania. Esse é GIGASWORD, obra do Studio Hybrid que chegou para PC e consoles no último dia 13 pelas mãos da Akupara Games. O peculiar jogo tem muito a mostrar e seu segredo brilha nos detalhes.
Vem comigo que eu te conto tudo sobre!

Sobre o jogo
À medida que a tensão aumenta em Thoenhart, uma cidade assolada pela fome e doenças, os humanos depositam suas esperanças em uma solução final: invadir a antiga torre Nestrium, derrotar o Nocturne e tomar para si o Cristal Divino, Gnosis.
Diz-se que a Gnose concede prosperidade àqueles que a dominam, sendo almejada pela humanidade há gerações. Contudo, ao invadir seu local de repouso, a perturbação desse poder ancestral desperta um mal capaz de destruir a própria estrutura da realidade. Conseguirá Ezra chegar ao topo do Nestrium a tempo de impedir esse cataclismo, ou a ignorância da humanidade levará o mundo à sua ruína?

Gráficos, Sons e jogabilidade
O visual pixelado do jogo mistura uma pegada 8 e 16 bits e conta com uma bela introdução, porém longa, sobre a história que permeia toda essa aventura e mostra, junto a isso, a trilha e os sons que também mesclam esse estilo. Os movimentos e mecânicas do jogo são bons, fluídos. Os comandos são dinâmicos e o mapa de controles é enxuto e bem desenhado.
A proposta que o jogo traz sobre puzzles envolvendo o comportamento da mecânica e como o personagem se comporta com e sem a espada é o grande diferencial, pelo nível de detalhe.
E o veredicto é…
GIGASWORD é muito mais do que aparenta ser!
O título me despertou a curiosidade desde o começo do storytelling que, confesso, me pareceu, em certos momentos — incluindo seus diálogos —, um game feito por um estúdio brasileiro. Por certa peculiaridade no texto, diálogos e reações do jogo, despertou em mim essa sensação.

Porém, o jogo brilha ao adicionar todo o restante, que são suas mecânicas, o level design e as referências de onde muita coisa vivida em gameplay pode ter sido inspirada. A gente costuma entender que um jogo em estilo retrô tende a apresentar as influências daquele tempo somente e não algo similar ao que foi trazido posteriormente.
Basicamente, o jogo entrega o personagem Ezra, munido de sua grande espada herdada. O gameplay consiste em resolver puzzles para avançar as fases com a utilização dessa espada. Mas ela não serve apenas como arma — é também ferramenta para vencer os puzzles. E, ao contrário de muitos outros jogos que apresentam personagens pequenos ou franzinos munidos de espadas gigantescas e as manuseando como palito de dente, aqui é um pouco diferente.

A espada quase se comporta como uma segunda protagonista. Ela tem que ser carregada, transportada e usada como ferramenta para ativar mecanismos, abrindo portas, deslocando objetos e claro, para atacar inimigos e chefões. Isso me lembra muito sobre a mecânica de ICO, em que o protagonista Ico tem que levar consigo Yorda, arrastando, transportando, deixando de lado por alguns minutos para lidar com puzzles. É exatamente assim a relação com a espada.

Tudo fica mais interessante pelo fato de termos mecânicas diferentes para cada estado e situação. Você não tem poder algum sem a espada, mas tem mais mobilidade e alcance de pulo. Com ela você a arrasta, golpeia e lança poderes, mas é mais lento, tem mobilidade reduzida, até debaixo d’água!
A cada nova área, os puzzles vão ficando mais complexos, de alcance mais expandido e com mais mecânicas para lidar. Não é um jogo difícil, principalmente as batalhas contra chefões, mas é nítido que há muita semelhança com Hollow Knight em diversos momentos.

Se você quer um jogo de plataforma e puzzles que não promete nada, mas te entrega tudo e ainda prende sua atenção com sua história e lore, aposte em GIGASWORD. Muitas melhorias estão sendo implementadas pelo desenvolvedor, as quais irão tornar o jogo impecável.
O título está disponível para PC (via Steam), PlayStation 4 & 5, Xbox One & Series X/S e Switch & Switch 2. Assista ao nosso gameplay inicial abaixo:
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