ChildStory – Resenha

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Em 2024, a Oliver Orangers trouxe para o PC ChildStory, uma aventura RPG indie com atmosfera de contos de fadas. Recentemente, o título chegou aos consoles PlayStation, Xbox e Nintendo, pelas mãos da editora Stamina Zero e nós não poderíamos deixar de conferir e trazer para você, nossas impressões!

Pegue seu pijama e travesseiro e venha comigo que eu te conto!

Sobre

Uma menina implora à mãe que lhe leia sua história favorita para dormir. Ela então conta a história de Sonya, uma menina vestida com um kigurumi roxo, e da pastora celestial Nora, sempre irritada. São as duas que criam o ciclo de aparecimento e desaparecimento da Lua. Todo mês, Sonya vai até a cidade polar de Albom para devorar a Lua novamente e dar continuidade ao ciclo.

Gráficos, som e jogabilidade

O visual cozy pixelado constitui a identidade própria deste game com visão isométrica, bem similar a The Legend of Zelda: A Link to the Past. A trilha sonora é fantástica, com o tom certo para as situações e cenários, e o som, mesmo simples e pontual, cumpre bem o seu papel.

A jogabilidade é boa, a construção a construção do level design é ótima, e, assim como o clássico Zelda citado, ChildStory tem comandos simples e dinâmicos. O mapeamento de controles é enxuto e funcional, com extrema facilidade de assimilação, você embarca em várias horas de jogatina.

E o veredicto é…

Fofo, divertido e desafiador!

ChildStory é, antes de tudo, uma história fofa. Imagine uma garotinha que insiste para que sua mãe leia sua história favorita antes de dormir e acaba sendo transportada para dentro da história. Com uma atmosfera aconchegante, o game conquista com um texto bem-humorado, sidequests inusitadas e puzzles inteligentes. Inclusive, o roteiro que se desenvolve com a atmosfera e a vida própria daquele mundo torna a exploração do game mais interessante.

As batalhas contra chefes mudam o estilo tradicional de combates de RPG neste formato e trazem uma boa influência dos roguelites bullet hell, sendo essa a parte mais desafiadora do gameplay. No entanto, o gameplay é curto, com uma de cerca de 5 horas, devido ao ritmo quando o jogador se dedica apenas à história. Infelizmente, o jogo peca na falta de acessibilidade a mais idiomas, reduzindo a experiência e tornando-a menos enriquecedora.

Acredito que o grande diferencial do jogo está na sua atmosfera criada. Como já apontei, o jogo se inspira bastante no clássico Zelda, mas também me lembrou, em diversos momentos, Earthbound pelas suas situações e abordagens cômicas, por vezes parecidas com comédias de situações, como por exemplo a situação que antecede a 1ª batalha. Isso me fez relembrar algo parecido utlilizado em Final Fantasy III (6), como o vilão Kefka Palazzo.

Inclusive, este título soa como um pequeno jogo injustiçado, merecendo mais reconhecimento da comunidade, e acredito que tenha sua chance agora com a chegada aos consoles, inclusive com um preço bem atrativo. E, é claro, amigos milheteiros e platineiros, as conquistas são tranquilas.

ChildStory já está disponível para Nintendo Switch, Xbox One & Series e PlayStation 4 & 5. Assista abaixo nossa gameplay:

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