Em abril deste ano, Graveyard Keepper ficou gratuíto por tempo limitado na PlayStation Plus por conta de promover aos jogadores sua sequência Graveyard Keeper 2 e eu aproveitei para conhecer de fato esse jogo e não imaginaria o quanto divertida e viciante seria essa franquia.
Desenvolvido pela Lazy Bear Games e distribuído pela TinyBuild no PC e consoles, a sequência de simulador de gestão de cemitério medieval com muito humor negro, administração de recursos, exploração e automação de zumbis(!?) traz uma evolução gratificante do seu antecesor!
Sobre o jogo
Esqueça plantar cenouras em paz e cuidar de fazendinhas fofas. Em Graveyard Keeper 2, você é o CEO de um empreendimento macabro onde a morte é apenas o começo do expediente.
- O Cuidado com os “Clientes”: Você recebe corpos fresquinhos (ou nem tanto), faz autópsias questionáveis (quem liga para ética médica na Idade Média?), arranca uns órgãos úteis para a alquimia e enterra o infeliz para manter a igrejinha lucrando.
- Capitalismo Selvagem Católico: A igreja aqui não salva almas de graça; é um negócio que precisa de táticas agressivas de marketing, festivais de queima de bruxas e sustos estratégicos nos aldeões.
- Exército de Zumbis (e Preguiçosos): O jogo traz uma automação pesada. Você bota os mortos-vivos para rodar as linhas de produção, cortar lenha e carregar baterias undead, mas controlar essa tropa canhota e desengonçada exige paciência.
- Defesa e Caos: Além de cavar cova, agora você lida com elementos de tower defense e precisa reconstruir a cidade de Atinheid, lidando com vizinhos que têm sorrisos gentis e intenções terrivelmente obscuras.
Gráficos, som e jogabilidade
Continua um belo cozy game, com o visual mais refinado e ambiente mais vivo. O mundo do jogo está mais colorido e o level design parece mais aprimorado. O som e a música continuam ótimos e a jogabilidade está em certa forma, melhor (falo mais sobre à seguir). Os comandos continua ótimos e o mapa de controles continua praticamente intocado.
E o veredicto é…
Agora a cova é mais funda!
Graveyard Keeper 2 traz e volta todo aquele ambiente macabro e divertido do primeiro jogo e adiciona de forma competente e desafiante o elemento tower defense, expandido o gameplay. Agora há dublagem dos diálogos, o que é bacana, mesmo que não faça grande diferença pois no jogo anterior era engraçadinho os grunhidos dos personagens.
Algumas mecânicas mudaram, tornando o gameplay mais prático de um lado e mais arrastado de outro. Explico: Talentos Pessoais e Maestrias agora tem um sistema de progressão refinado o que é ótimo, porém muitos do benefícios ficam presos à um custo de fé, e a obtenção de fé como moeda ocorre de forma mais tardia no jogo e com progressão lenta. O custo energético da árvore de habilidades ficou mais escasso. Mas me parece uma mudança que desequilibrou, fazendo com que agora a gente exerça atividades de forma mais repetitiva do que antes para uma melhor performance da progressão.
Há certas melhorias de qualidade de vida em que missões, tutoriais e o fluxo de informações para o jogador ficaram mais claros e intuitivos, o que é bom. Porém ainda existem questões mal resolvidas. No caso da automação dos zumbis, ela é pouco intuitíva e não automatiza 100%. Não permite a execução no básico, que é a extração de madeira, minérios ou alimentos da natureza.
O sistema de combate é ótimo, só peca na sua progressão de armas e de recompensas, pois em algumas batalhas a recompensa é repetida e demasiada com que o momento do progessso o gameplay demanda. A estratégia funciona mais sobre a escolha da frente de batalha agir ddo que realmente dentro da baalha, pois alí reside de forma óbvia que a melhor estratégia é ir fortificado e aprimorado para cada nova fase.
No geral, o jogo nos convida novamente à viver horas de diversão, com amplitude satisfatória e diversos momentos hilários. Desta vez jogue sem pressa, os mortos não vão à lugar algum, ou vão?
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