Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo The Relic: First Guardian que é um RPG de ação e fantasia que coloca o jogador no papel de um guardião em uma jornada para salvar um mundo ameaçado por forças malignas.
Com combates intensos, exploração e personalização de habilidades e equipamentos, o jogo combina elementos de soulslike com uma aventura épica.
Minha Opinião sobre o jogo The Relic: First Guardian
The Relic: First Guardian se passa em Arsiltus, um mundo medieval tomado por uma força chamada Void após a destruição da Great Relic.
O jogador controla um guardião sem memória que precisa recuperar fragmentos desse artefato enquanto enfrenta criaturas conhecidas como Brutals.
A proposta mistura fantasia sombria, folclore coreano e uma estrutura claramente inspirada em Souls-likes. O conceito funciona, mas a execução apresenta dificuldades desde cedo.

Combate baseado em parry
O sistema de batalha aposta bastante em defesas precisas.
Em vez de causar grandes quantidades de dano diretamente, o jogador precisa acumular pressão nos inimigos por meio de parries até abrir espaço para ataques especiais.
Existem diferentes estilos de armas, como espada e escudo, espadões e cajados mágicos, cada um com árvores próprias de habilidades.
Alguns chefes conseguem entregar bons confrontos e estão entre os melhores momentos do jogo.

Quase 80 chefes, mas pouca consistência
O jogo anuncia aproximadamente 80 batalhas contra chefes, mas quantidade não significa variedade.
Muitos confrontos são relativamente simples e utilizam poucos padrões de ataque. Outros acabam recorrendo a golpes capazes de matar instantaneamente, arenas problemáticas ou efeitos que tornam a luta frustrante em vez de desafiadora.
Em determinados casos, bugs também interferem diretamente nas batalhas.

Um mundo aberto grande demais
O principal problema está na exploração.
O mapa possui muitas áreas parecidas, vilas reutilizadas e pouca variedade de inimigos. Missões principais e secundárias também não são claramente diferenciadas, deixando o jogador sem saber se determinado objetivo realmente fará a história avançar.
Algumas áreas ainda são bloqueadas por barreiras até que condições pouco explicadas sejam cumpridas.
Isso transforma a exploração em uma procura constante por objetivos que nem sempre oferecem recompensas satisfatórias.

Progressão pouco recompensadora
Explorar o mundo raramente oferece aquela sensação de encontrar algo realmente importante.
Dinheiro e recursos aparecem em quantidades bastante previsíveis, enquanto melhorias de armas oferecem ganhos pequenos em relação ao esforço exigido.
Depois de muitas horas, enfrentar inimigos comuns e procurar materiais começa a parecer pouco vantajoso.

Narrativa perde força
The Relic tenta construir suas histórias por meio de textos, descrições de itens, aparições fantasmagóricas e pequenas missões.
A versão analisada, porém, apresentava uma tradução em inglês pouco natural e dublagens artificiais que prejudicavam bastante a atmosfera.
As histórias frequentemente seguem estruturas semelhantes e acabam tornando o mundo menos interessante do que sua ambientação inicialmente sugere.

Problemas técnicos pesam muito
Esse é provavelmente o aspecto mais preocupante da versão avaliada.
Houve quedas severas de desempenho, comandos que deixavam de responder, paredes de neblina que não desapareciam, chefes presos fora das arenas e divergências entre áudio e legendas.
Em alguns momentos, o jogo chegou a ficar com um FPS muito baixo o que prejudicou muito a experiência do jogo.
Como essa análise foi feita antes do patch de lançamento, existe a possibilidade de parte desses problemas ter sido corrigida posteriormente.

Vale a pena?
The Relic: First Guardian possui algumas ideias interessantes, principalmente no combate baseado em parry e em determinados chefes.
O problema é que esses bons momentos ficam cercados por um mundo aberto repetitivo, progressão pouco recompensadora e problemas técnicos graves na versão analisada.
Existe potencial em sua ambientação e nos sistemas de combate, mas a experiência apresentada para review parecia precisar de muito mais polimento.

Pontos positivos
- Alguns chefes são interessantes.
- Combate possui bom impacto em seus melhores momentos.
- Vários estilos de armas.
- Árvores de habilidades permitem testar builds diferentes.
- Ambientação de fantasia sombria possui potencial.
- Sistema de parry é acessível.
Pontos negativos
- Mundo aberto excessivamente repetitivo.
- Pouca variedade de inimigos.
- Exploração pouco recompensadora.
- Missões principais e secundárias mal sinalizadas.
- Dificuldade ocasionalmente baseada em golpes injustos.
- Progressão de equipamentos pouco satisfatória.
- Tradução pouco natural na versão analisada.
- Dublagem artificial prejudica a imersão.
- Câmera problemática em algumas arenas.
- Bugs frequentes.
- Quedas graves de desempenho.
- Controles podem deixar de responder.

Considerações Finais
The Relic: First Guardian tenta entrar em um gênero bastante competitivo com uma proposta ambiciosa, mas a versão de análise apresentada ainda estava longe do nível de polimento necessário.
Algumas batalhas mostram que existe uma boa base por trás do projeto, porém exploração repetitiva, progressão fraca e problemas técnicos acabam dominando a experiência.
Para fãs de Souls-like, o mais sensato é verificar como o jogo ficou depois das atualizações antes de decidir entrar em Arsiltus.
Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Perp Games.
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