Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo SPRAWL zero que é um jogo de ação frenético ambientado em um futuro cyberpunk, com combates intensos e movimentação rápida por ambientes urbanos dominados pela violência.
Com foco em velocidade, armas poderosas e uma atmosfera sombria, o título desafia os jogadores a sobreviverem em meio ao caos de uma megacidade futurista.
Minha Opinião sobre o jogo SPRAWL zero:
SPRAWL zero aposta em uma fórmula simples: entrar em uma arena, eliminar tudo o que estiver pela frente e nunca diminuir o ritmo.
Na pele de FIVE, uma agente rebelde presa em uma megaconstrução industrial decadente, o jogador enfrenta cultistas e soldados em combates rápidos, agressivos e quase sempre caóticos. A história existe apenas para empurrar a campanha adiante, já que o verdadeiro foco está na ação.

Atire, descarte e pegue outra arma
O grande diferencial está no sistema de armas descartáveis.
Em vez de recarregar, o jogador esvazia o pente, arremessa a arma vazia contra um inimigo e puxa outra do cenário usando as Gravity Gloves. Essa dinâmica cria um ciclo extremamente rápido e satisfatório.
Também é possível refletir tiros com o escudo gravitacional, usar Bullet Time e até capturar granadas no ar para devolvê-las aos inimigos.
Quando tudo encaixa, SPRAWL zero entra em um ritmo excelente.

Movimento moderno com estética antiga
Wall-run, slide e air-dash deixam a movimentação leve e responsiva, lembrando shooters modernos como DOOM.
Ao mesmo tempo, o visual abraça completamente a estética da era PS2. Cenários low-poly, concreto, corredores industriais e iluminação agressiva fazem o jogo parecer realmente uma produção perdida dos anos 2000, e não apenas um título moderno usando filtro retrô.
Essa mistura entre aparência antiga e controles atuais funciona muito bem.

Som que dá peso aos disparos
O áudio merece destaque.
As armas possuem impacto forte, principalmente as escopetas, enquanto a trilha eletrônica e industrial aumenta a intensidade nos momentos mais movimentados.
O conjunto ajuda bastante a vender a sensação de velocidade e violência constante.

Quando o ritmo desacelera demais
Nem todos os inimigos combinam com a proposta.
Adversários com escudos muito resistentes obrigam o jogador a gastar várias armas no mesmo alvo, interrompendo completamente o fluxo de combate.
Drones rápidos também podem causar frustração em algumas arenas.
Outro problema aparece nos cenários. Depois de algumas horas, corredores cinzentos, plataformas metálicas e áreas subterrâneas começam a parecer parecidos demais.

Vale a pena?
SPRAWL zero funciona muito bem quando mantém o jogador em movimento constante.
Seu combate baseado em física, armas descartáveis e movimentação ágil transforma encontros simples em sequências extremamente divertidas. A estética PS2 também dá bastante personalidade ao conjunto.
Existem momentos em que o ritmo cai, principalmente contra inimigos resistentes, mas isso não compromete uma campanha que consegue entregar uma ótima experiência arcade.

Pontos positivos
- Combate rápido e extremamente satisfatório.
- Sistema de armas descartáveis funciona muito bem.
- Excelente movimentação.
- Gravity Gloves criam situações criativas.
- Bullet Time e escudo ampliam as opções de combate.
- Visual retrô muito convincente.
- Ótimo design de áudio.
- Trilha sonora combina perfeitamente com a ação.
- Controles modernos e responsivos.
Pontos negativos
- Inimigos com escudo quebram o ritmo.
- Alguns drones podem ser frustrantes.
- Cenários ficam repetitivos no meio da campanha.
- História pouco desenvolvida.
- Algumas arenas dependem demais de inimigos resistentes.

Considerações Finais
SPRAWL zero é um FPS retrô que entende que nostalgia sozinha não basta.
Ao combinar estética de PS2 com movimentação moderna e um combate baseado em velocidade, física e improviso, o jogo entrega uma experiência intensa e divertida.
Não é perfeito, mas para quem gosta de shooters rápidos, agressivos e sem enrolação, recomendo fortemente!
Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Kwalee.
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