Super Woden Rally Edge – Resenha

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Depois de conquistar seu espaço entre os fãs dos jogos de corrida com uma proposta que resgata a essência dos arcades e do automobilismo clássico, Super Woden Rally Edge chega aos consoles levando para a sala de estar uma experiência que aposta menos no realismo e mais na diversão.

Desenvolvido por Vijuda e distribuido para PlayStation, Xbox e Nintendo, o jogo tenta encontrar seu lugar entre nostalgia e acessibilidade. Mas será que essa fórmula ainda funciona em 2026, ou estamos diante de uma homenagem que ficou presa no passado?

Aperte o cinto que este copiloto aqui te conta tudo no caminho!

Sobre o jogo

O spin-off da aclamada saga Super Woden mistura a essência dos arcades clássicos com grande profundidade e um verdadeiro amor pela cultura automobilística. Com uma personalidade única, Rally Edge transporta você para uma época onde a diversão vai além do realismo.

Gráficos, som e jogabilidade

Em vez de perseguir realismo, o jogo aposta em uma identidade estilizada, com modelos de veículos simplificados, cenários construídos em uma escala compacta e uma apresentação que remete diretamente aos arcades de uma época em que contar cada detalhe da pista era menos importante do que transmitir velocidade. A câmera em terceira pessoa, posicionada atrás do veículo, também representa uma mudança importante em relação aos jogos anteriores da série, permitindo antecipar melhor as curvas e compreender o relevo da pista.

Super Woden Rally Edge gameplay 1

A direção de arte funciona particularmente bem colocando diferentes condições climáticas e terrenos em cena. Lama, neve, asfalto, florestas e estradas estreitas ajudam a diferenciar visualmente os estágios e, principalmente, interferem na condução. A trilha aposta em composições eletrônicas e ritmos de forte inspiração retrô, funcionando quase como uma extensão da própria identidade arcade do jogo, fazendo você entrar na vibe igual aos clássicos do gênero e imersar no que realmente importa, a jogabilidade!

Os comandos mostram que a proposta arcade fica mais evidente. São precisos, respeitam um comportamento típico de jogos desse tipo, onde o jogador precisa sacar o peso do veículo, o tipo de solo, o traçado da pista, a velocidade e ângulo ideal pra ser cada vez mais rápido dinâmico. E o mapa dos controles, apesar de simples, funciona muito bem. Na verdade dentre os comandos eu não me adequei à usar o freio de mão e não me atrapalhou em nada!

E o veredicto é…

Competente no que deve, falho no que não deveria

Não estamos diante de um jogo arcade perfeito. Super Woden Rally Edge foca na proposta do puro arcade, deixando de lado preocupações que não lhe cabem, mas ignora alguns pequenos detalhes que poderiam construir melhor sua personalidade.

Basicamente, você corre, ganha dinheiro, compra carros, vende carros, instala melhorias, cuida da manutenção, participa de classes diferentes, enfrenta eventos, acompanha tempos, disputa leaderboards e constrói uma coleção.

Onde ele acerta? Na física, desenvolvida especificamente para o rally e que não tenta reproduzir uma simulação purista. Com isso, o resultado é um modelo de condução que privilegia resposta imediata e diversão, mas mantém espaço suficiente para que o jogador precise aprender o comportamento de cada veículo. Você tem uma gama de carros diferentes em tração, potência e desempenho, separados em diversas categorias e nacionalidades.

A progressão é eficaz, mas agrega certos pontos sem muito sentido ou força. Dados técnicos importantes ficam de fora, e senti certa confusão em alguns momentos sobre minha classificação e meu desempenho nas provas diante de algumas informações apresentadas.

O copiloto é uma ferramenta que, nas mais diversas vezes, atrapalha, porque não alerta com muita precisão, exagera em algumas situações e acaba confundindo a complexidade de determinados trechos. Para mim, funcionou mais como um tempero de dificuldade do que como uma ferramenta realmente precisa, ainda que sua imprecisão seja irritante.

Eu posso estar sendo exigente com um jogo que não pretende ser complexo, mas justamente em alguns pontos da progressão acho que ele peca. O que faltou em Super Woden Rally Edge foi um corpo melhor para agregar todo esse conjunto de progressão e gerenciamento. As informações sobre os veículos poderiam ser mais completas, ajudando o jogador a entender melhor o que está comprando, o que vale a pena manter na garagem e qual carro faz mais sentido para cada prova. Da mesma forma, as atividades da oficina poderiam comunicar melhor seu impacto no desempenho.

Nos upgrades, cada categoria tem opções diferentes de aprimoramento. Motores, chips de potência e escapamentos, por exemplo, expressam claramente o quanto de potência entregam. Porém, outros itens, como freios, pneus e ABS, não apresentam valores quantitativos claros.

O jogador simplesmente precisa confiar que determinada peça é melhor. Na lista dos 80 carros disponíveis, fica claro que não é necessário ter todos, mas faltam dados suficientes para avaliar melhor em qual investir. No fim das contas, um carro de cada categoria parece ser suficiente para competir no jogo, apenas com os upgrades. Pode ser bobagem, mas não vejo muito sentido em ter tantas opções que não representam necessariamente uma diferença relevante. É uma encheção de linguiça lúdica.

Super Woden Rally Edge é um brilhante pouco lapidado. Tem seu valor, tem seu brilho e sabe exatamente o tipo de experiência que quer oferecer, mas deixa algumas de suas melhores ideias pelo caminho. Não precisava ser mais complexo; precisava apenas organizar melhor aquilo que já tem.

E, entre tantas outras preciosidades do gênero, talvez seja justamente esse pequeno polimento que faça falta para que consiga realmente se destacar. O título já está disponível para os consoles PlayStation 4 & 5, Xbox One, Series X|S e Xbox Rog Ally e Nintendo, além da plataforma incial, Steam (Verificado no Steam Deck). Dá uma conferida no nosso gameplay incial:

Veja também: iRacing Arcade (Consoles) – Resenha

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