Biomechanical Toy – Resenha

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Nos anos 90, nem só de consoles domésticos se vivia de videogame para uma parte da comunidade. Salões de fliperamas existiam por esse mundo afora e conquistavam cada um de nós com jogos que jamais imaginávamos que estariamos jogando hoje no conforto do nosso lar ou até na palma da mão!

Biomechanical Toy não foi um grande sucesso por aqui, mas seguia uma receita numa época em que games run and gun faziam cada vez mais fãs (Contra e Metal Slug que o digam!). Recentemente, a QUByte Interactive trouxe o port/emulador de um arcade de 1995, originalmente desenvolvido pela espanhola Zeus Software, com o selo QUByte Classics acrescentando recursos modernos.

Como é a experiência? Vem que eu te conto!

Sobre o jogo

Inspirado na intensidade de clássicos como Metal Slug, Biomechanical Toy é um jogo de plataforma e tiro com visuais incríveis em pixel art, criado pela lendária Zeus Software em 1995.

Você controla Inguz, um brinquedo que ganhou vida graças a um artefato mágico. O Pêndulo Mágico, responsável por dar vida aos brinquedos, é roubado pelo vilão Scrubby, e Inguz precisa atravessar o reino para recuperá-lo, libertar outros brinquedos e enfrentar o exército biomecânico do antagonista.

Gráficos, som e jogabilidade

O universo mistura brinquedos, fantasia e elementos biomecânicos, com cenários bastante coloridos e inimigos absurdos. Há uma variedade considerável de ambientes e situações, e o jogo tenta constantemente apresentar algum objeto ou criatura estranha na tela. Tudo isso numa pixel art belíssima que já expressava o visual do game na época e que aqui ganha mais vivacidade.

Biomechanical Toy tem uma estética própria que atrai o olhar curioso. Não só por isso, a trilha do game é bastante estranha e caricata e performa muito bem no port. Os comandos são básicos do run and gun e se comportam exatamente como antes, embora aqui eu considere que merecia mellhorias em seu comportamento, afinal uso um controle e não alavancas e botões de uma mesa arcade.

E o veredicto é…

Não essencial, mas necessário!

Este port de Biomechanical Toy não é um título essencial como centenas de arcades que não são. Mas estamos diante de uma parte da história que precisa ser contada e exibida aos veteranos que não tiveram oportunidade e aos novos entusiastas dos games retrô, principalmente dos que viviam pelos salões de fliperama. É um game que nunca chegou na sala de ninguém, e agora merece.

Mas na minha opinião, o título se encaixa muito mais em uma coletânea saudosista, devido à ser um jogo curto e sem profundidade que só valia uma ficha ou duas. Não marca o jogador com suas fases e alguns momentos como Metal Slug ou Super Contra marcaram, mas entrega desafio (que fica mais fácil com os recursos modernos de save state e rewind), e competência no porte do qual preserva algumas características de performance idênticas à versão original.

É mais um passo sobre preservar e manter vivos, os games retrôs e a grande história que contaram.

Biomechanical Toy está disponível para PC, PlayStation, Xbox e Nintendo. Assista nosso pequeno gameplay abaixo:

Veja também: Wreck Runners – Resenha

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