Atomic Owl – Resenha

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Desde seu anúncio em 2022, Atomic Owl despertou em mim um interesse de acompanhar sobre aquela idéia criativa e onde ela chegaria, afinal, eu ainda tento entender tempo de desenvolvimento de um título conforme ele vai revelando seu conteúdo.

O primeiro título do estúdio Monster Theater demorou 4 anos para seu lançamento completo no PC e agora nos consoles, em parceria com a publisher Eastasiasoft Limited, e eu trago à vocês minhas impressões sobre o que toda essa jornada representou à minha experiência.

Prepare sua katana e vem comigo!

Sobre o jogo

Você é Hidalgo, coruja espadachim integrante do grupo Bladewing que em certo dia sofre uma emboscada de seu maior inimigo: o perverso feiticeiro corvo, Omega Wing.

Judanest está se desfazendo, envenenado por Meza e destruído pela traição. Você desperta após dois anos, preso a uma árvore eterna e armado com uma lâmina demoníaca falante que pode ser sua única aliada. Hidalgo tem então a missão de resgatar seus amigos e vingar-se de Omega Wing.

Gráficos, som e jogabilidade

Atomic Owl tem uma identidade visual muito bonita e interessante com gráficos pixelados retrô, que mesclam um mundo cyberpunk oriental de aves falantes com diversas subfases num estilo meio VR Missions de Metal Gear Solid. Essa identidade é ainda mais interessante pela trilha sonora, que tem sua percepção e valor expressado na reação de alguns comentários de NPC’s pelo caminho.

Os efeitos visuais e sonoros do jogo reforçam toda essa estética vibrante com toques de humor em vários momentos. Os comandos são dinâmicos e precisos e o mapa de controles é bom. Pessoalmente eu adicionaria outras funções e mudaria o jeito de algumas como funcionam, dando à alguns comandos duplas funcionalidades.

É bom! Mas poderia ser ótimo

Para mim, foram 4 anos de espera por esse título e sinto que poderia ser melhor trabalhado em algumas questões. Atomic Owl é gostoso de jogar, tem um controle bem responsivo, seu design level é ótimo e a trilha então… espetacular. Mas olhando com um pouco mais de atenção, a gente percebe que a câmera poderia ser um pouco mais próxima, por exemplo e que o roteiro de gameplay poderia ser um pouco mais claro.

O jogo oferece mini-estágios dentro dos estágios e sua proposta visual me remete às VR Missions de Metal Gear Solid. É como se fosse um mini tutorial que treina o jogador ao gameplay futuro. Cada fase, cada mini tutorial e batalha contra boss tem sua trilha sonora única e é bem interessante o quanto os desenvolvedores escolheram ritmos diversos que casam muito bem com o clima do jogo.

A história, apesar de clichê, achei boa e com poucas escolhas do roteiro dela que achei fracas. O jogo em si começa bem misterioso e vai aos poucos tomando uma forma que o jogador entende. Se você morre, como um bom roguelite, você volta à um lugar que é uma especie de lobby em que você pode fazer um upgrade do personagem e recomeçar a jornada. Porém todo o recomeço você não precisará mais lidar com muitos dos inimigos secundários, só os bosses.

E o veredicto é…

Confesso que essa mecânica desanima um pouco, ainda mais se você entendeu bem as mecânicas do jogo e se adequa rápido ao estilo de cada boss, pois você pode estar bem avançado no game e com alguns vacilos acabar morrendo e ter que passar pot todo o caminho novamente. Mas o jogo no início te oferece de jogar no estilo em que ele é proposto ou apenas como um simples jogo de plataforma. Óbvio que em roguelite a proposta é muito mais interessante e desafiante.

No fim Atomic Owl passa a sensação que poderia ser mais, que poderia ser diferente em alguns detalhes e mais rico num panorama geral, mas seu sucesso no PC corrobora que agora nos consoles será um indie que não passará despercebido.

Atomic Owl chegou hoje ao PlayStation, Xbox e Nintendo. Confira nosso gameplay incial abaixo:

Veja também: Aphelion – Resenha

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