Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Dustwind: Resistance, que segue um estilo de RPG tático pós-apocalíptico que mistura combate estratégico em tempo real com elementos de sobrevivência em um mundo devastado. O jogo aposta em confrontos intensos, gerenciamento de recursos e uma campanha focada em resistência contra forças brutais e impiedosas.
Descrição do jogo:
Dustwind: Resistance é um jogo tático para um jogador ambientado em um mundo pós-apocalíptico (em tempo real com pausa).
Lidere um esquadrão de guerreiros e seu fiel cão, Diesel, contra um exército brutal de saqueadores. Pause e emita ordens a qualquer momento. Escolha suas armas, habilidades e táticas. Atire, corte, chute ou morda. Entre atirando ou use furtividade. Coloque armadilhas, jogue granadas ou esmague inimigos com um carro blindado. Desdobre torres e barricadas para defender sua casa. Complete missões arriscadas em locais infestados de saqueadores. Faça o que for necessário para repelir os invasores e garantir a liberdade do seu povo. A única coisa que você não pode fazer é se render.
Dustwind: Resistance traz uma história totalmente nova no universo Dustwind, junto com grandes melhorias em relação ao jogo original:
- Uma nova campanha completa
- Agora focado e refinado exclusivamente para a experiência de um jogador
- Uma interface de usuário simplificada para uma jogabilidade mais suave
- Novas e aprimoradas habilidades e mecânicas de jogo
- Atualizações do sistema de personagens
- Ambientes mais variados na nova campanha
- Numerosas armas únicas adicionadas, além de um reequilíbrio completo de armas
- Muitas pequenas melhorias (correções de bugs, ajustes de qualidade de vida e melhorias gerais)
Resumo da história
Jake era apenas um fazendeiro tentando viver uma vida tranquila, até que os saqueadores invadiram. Em sua missão de sobrevivência, liberdade e justiça, ele e seu esquadrão devem usar todas as armas e táticas à sua disposição para lutar e recuperar sua terra natal.
Trailer Oficial de lançamento:
Informações sobre o jogo:
- Versão do jogo: PS5
- Tamanho total do jogo instalado: 4GB
- Desenvolvedora: Dustwind Studios
- Distribuidora: Z-SOFTWARE GMBH
- Gênero: Estratégia, Ação
- Data de lançamento: 18/06/2025
- Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
- Possui HDR: Sim
- Ray Tracing: Não
- Multiplayer: Não
- Preço: PS5 R$: 104,90 / PC Steam R$: 59,72 / Xbox R$: 74,95
Opinião sobre o jogo Dustwind: Resistance
Jogos táticos ambientados em cenários pós-apocalípticos já viraram praticamente uma tradição na indústria. Entre cidades destruídas, grupos armados e sobreviventes desesperados, poucos títulos conseguem realmente trazer algo marcante para o gênero. Infelizmente, Dustwind: Resistance acaba entrando justamente na categoria dos jogos que possuem boas intenções, mas tropeçam na execução.
Apesar de tentar construir uma experiência focada em sobrevivência estratégica e gerenciamento de combate, o resultado final oscila entre momentos interessantes e uma sucessão constante de irritações que tornam a jornada cansativa.

Sobrevivendo em Meio ao Caos
A campanha acompanha Jake, um homem comum tentando sobreviver em um território devastado após o colapso da civilização. Ao lado de seu fiel cachorro Diesel, ele se vê envolvido em uma guerra contra saqueadores violentos que dominam a região.
A narrativa aposta naquele estilo clássico de “vingança e sobrevivência”, colocando o protagonista em uma cruzada contra um líder tirânico que ameaça tudo ao redor. O problema é que praticamente tudo aqui parece previsível. Os acontecimentos seguem fórmulas já vistas inúmeras vezes em filmes, séries e jogos do gênero.
Ainda assim, existe um esforço visível em construir algum envolvimento emocional entre os personagens, principalmente na relação entre Jake e Diesel, que acaba sendo um dos poucos elementos mais carismáticos da aventura.

Visual Simples, Mas com Boa Atmosfera
No aspecto artístico, o jogo adota uma perspectiva isométrica com visual estilizado que lembra produções independentes clássicas do PC. Não é tecnicamente impressionante, porém consegue criar uma ambientação convincente.
As áreas destruídas, os abrigos improvisados e os assentamentos abandonados ajudam a transmitir aquela sensação constante de decadência. Um detalhe interessante é o sistema de transparência dos telhados, que facilita visualizar o interior das construções durante a exploração.
Por outro lado, a repetição visual dos inimigos prejudica bastante a imersão. Grande parte dos adversários parece literalmente copiada e colada, fazendo os confrontos perderem identidade rapidamente.
As animações funcionam bem dentro da proposta, mas o setor sonoro é extremamente básico. Sem dublagem, a narrativa é contada apenas por caixas de texto, enquanto tiros, passos e explosões dominam quase toda a experiência sonora.

Dificuldade Punitiva em Excesso
O maior obstáculo de Dustwind: Resistance está no equilíbrio de gameplay. Jogos táticos costumam exigir planejamento, posicionamento e estratégia cuidadosa, mas aqui a dificuldade frequentemente ultrapassa o limite do desafiador e entra no território da frustração.
Os inimigos absorvem uma quantidade absurda de dano, enquanto Jake e seus aliados parecem frágeis demais. Muitas mortes acontecem de forma repentina, sem qualquer tempo de reação adequado, o que transforma vários confrontos em experiências injustas.
O problema piora porque o próprio sistema de feedback do combate é inconsistente. Em diversos momentos fica difícil entender exatamente quanto dano foi recebido ou de onde certos ataques surgiram.
Existe uma clara sensação de desequilíbrio que acompanha praticamente toda a campanha.

Furtividade Que Funciona Quando Quer
O jogo até tenta oferecer alternativas ao combate direto através da furtividade, mas o sistema raramente parece confiável. Em alguns momentos é possível eliminar inimigos silenciosamente; em outros, os adversários detectam sua presença a quilômetros de distância sem explicação lógica.
Isso acaba prejudicando completamente a proposta estratégica. Em vez de recompensar planejamento, o jogo frequentemente empurra o jogador para batalhas inevitáveis.
E considerando o nível absurdo de dificuldade, isso rapidamente se torna cansativo.

Sistema de Progressão é o Grande Destaque
Se existe um ponto realmente interessante aqui, é a customização dos personagens.
Há uma boa variedade de equipamentos, armas leves, armamentos pesados, itens de suporte e habilidades que permitem moldar o estilo de jogo de diferentes maneiras. O sistema de progressão através de árvores de habilidades adiciona profundidade e cria uma sensação satisfatória de evolução ao longo da campanha.
É justamente nesse aspecto que o jogo mostra potencial para algo maior. Experimentar builds diferentes e encontrar equipamentos melhores acaba sendo um dos poucos incentivos genuínos para continuar avançando.

Mecânicas Inteligentes Presas em um Jogo Confuso
Algumas ideias de gameplay são curiosas, como a possibilidade de ajoelhar durante os combates para aumentar a precisão e reduzir as chances de receber dano.
Na teoria, isso adiciona uma camada estratégica interessante. Na prática, muitos jogadores acabam explorando o sistema de maneira repetitiva, andando lentamente para trás enquanto atiram sem parar nos inimigos corpo a corpo.
O resultado é um combate mais lento, funcional em certos momentos, mas longe de ser realmente empolgante.
Além disso, o sistema de quick save praticamente infinito reduz bastante a tensão da experiência, permitindo salvar o progresso literalmente a cada passo.

Interface Complica Mais do que Ajuda
Outro problema sério está na falta de clareza de vários sistemas.
O tutorial falha em explicar mecânicas essenciais, controles importantes e gerenciamento de grupo. Em muitos momentos, o jogador precisa descobrir sozinho funcionalidades básicas que deveriam ter sido apresentadas logo no início.
O inventário também se torna irritante rapidamente. Existe um limite de peso extremamente mal explicado, e ultrapassar esse valor pode deixar o personagem completamente imóvel. Isso gera situações absurdas onde você fica preso em menus tentando descartar itens enquanto inimigos continuam atacando.
Somando isso a problemas como adversários atravessando paredes e ataques surgindo de inimigos praticamente invisíveis, o resultado final se torna bastante desgastante.

Considerações Finais
Dustwind: Resistance possui algumas ideias interessantes e até demonstra potencial em certos sistemas de progressão e customização. O problema é que quase tudo parece soterrado sob decisões frustrantes de design.
A dificuldade exagerada, a inconsistência da furtividade, o tutorial ruim e vários problemas de balanceamento fazem com que a experiência pareça mais cansativa do que divertida na maior parte do tempo.
Fãs extremamente dedicados de jogos táticos talvez consigam extrair diversão daqui, principalmente aqueles que gostam de experiências brutais e punitivas. Porém, para a maioria dos jogadores, existem opções muito mais refinadas dentro do gênero.

Pontos Positivos
- Boa variedade de armas e equipamentos
- Sistema de progressão interessante
- Atmosfera pós-apocalíptica convincente
- Algumas mecânicas estratégicas criativas
- Relação entre Jake e Diesel adiciona carisma à campanha
Pontos Negativos
- Ritmo cansativo em vários momentos
- Dificuldade excessivamente desbalanceada
- Tutorial extremamente confuso
- Sistema de furtividade inconsistente
- Interface e gerenciamento de inventário irritantes
- Inimigos repetitivos visualmente
- Problemas técnicos e combates injustos
Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Z-SOFTWARE.
Confira também: Outbound – Resenha




















