Ariana and the Elder Codex – Resenha

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Um grupo de estúdios constituído de Idea Factory, Compile Heart e HYDE, Inc. deram vida à Ariana and the Elder Codex, um RPG de ação sidescrolling que chegou recentemente aos consoles e que aguarda sua estréia no PC em 29 de abril, apostando na fórmula convencional dos metroidvania que focam principalmente em combate.

Mas será que o título tem personalidade e força para se tornar memorável e referenciar-se no gênero, ou será mais uma aventura casual dispensável?

Tome um gole de café e vem comigo que eu te conto!

Sobre o jogo

A missão da bibliotecária Ariana é reparar os Sete Códices dos Heróis, que foram alterados. Devido aos graves danos, a magia desapareceu do mundo.

Utilizando uma magia especial de Bibliotecária que permite entrar nos Códices, Ariana busca consertar os livros para trazer a magia de volta. Será que Ariana conseguirá restaurar cada tomo em segurança e desvendar os mistérios ocultos dentro da Biblioteca?

Gráficos, som e jogabilidade

O estilo visual do jogo agrada, parecendo uma fusão entre o espírito Disney e Studio Ghibli com seus universos vibrantes, coloridos e cheios de magia. Essa vibe toda me remeteu à referências como Rayman, Ender Lilies e Ni no Kuni, entre outros. No som, embora bem executado, senti que a trilha sonora destoa do tema e do tom que algumas situações expressam.

Os comandos são dinâmicos e simples, com uma bom mapa de controles, com um pequeno detalhe sobre uma maior opção de magias, que necessita do jogador se acostumar e lembrar dessa opção, que em diversos momentos vai lembrar que muitas magias são apenas mais conteúdo e não opções válidas e expressivas. O jogo me pareceu fácil, com combates contra chefões bem arquitetados e roteirizados, mas não desafiadores ao modo de serem marcantes.

E o veredicto é…

O resultado de uma má idéia

O que Ariana and the Elder Codex reúne, é uma junção de aventura de plataforma sidescroling, metroidvania, RPG e visual novel que, no melhor dos esforços, não funciona. O jogo utiliza o visual novel para contar a história e o metroidvania para compor o roteiro de gameplay. O jogador, ao inciar a sua experiência, tem uma leve e pobre introdução sobre do que se trata a história e o papel da protagonista, até aí, nada tão ruim assim.

Após dezenas de minutos, o gameplay se mostra razoável, com um ritmo mais comedido pra inserir em diversos momentos tutorial e explicação sobre movimentos, e algumas dramatizações das histórias próprias de cada mundo que Ariana visita, cada um específico de um codex(livro).

Após essa introdução ao primeiro codex o jogo traz ao jogador uma sessão grande de história no formato de visual novel que por ser um gênero de nicho, desagrada qualquer jogador que não tem em seu repertório de preferências, este gênero. É uma quebra de ritmo impactante sobre a proposta de gameplay metroidvania e plataforma que sempre foi clara: explore a região e volte à ela quando tiver novos poderes e funções desbloqueadas. Isso instiga em qualquer jogador em ter “pressa” em explorar outros mapas, evoluir o personagem e revisitar o que ainda não atingiu/desbloqueou.

E isso fica mais complicado quando você não encontra a progressão do personagem no mesmo ritmo que deveria ao avanço no mundo. Eu aprimoro a personagem com novo itens e novos poderes e nao sinto à partir daquilo um efeito significativo no gameplay, e não sinto uma evolução de mundo.

E o que vejo é que O que Ariana and the Elder Codex é uma proposta que resulta numa má idéia de mesclar gêneros que são muito opostos, tirando de cada um deles o poder de suas caracteríticas principais que definem o ritmo de gameplay. Há de confortar ao jogador mais teimoso que o game é curto e menos de 10 horas dá pra terminar sua campanha com o mínimo à ser feito.

Ariana and the Elder Codex já está disponível nos consoles Nintendo e PlayStation e chega ao PC (Steam) dia 29 de abril!

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Idea Factory International.

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