Ground Zero – Resenha

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Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Ground Zero, que segue um estilo de survival horror que resgata o estilo clássico dos anos 90, apostando em tensão constante e jogabilidade estratégica. Ambientado em uma Coreia devastada, o jogo desafia o jogador a sobreviver com poucos recursos em um cenário opressivo e cheio de perigos.

O Ground Zero é um jogo de terror de sobrevivência retro passado na Coreia do Sul pós-apocalíptica.

O impacto devastador de um meteoro destruiu a Coreia do Sul. Dois meses depois, quando a poeira e as tempestades de raios baixaram e o ar se tornou respirável, uma agente de elite coreana e o seu parceiro canadiano são enviados para investigar. O que os espera nos restos nebulosos é mais aterrador do que alguma vez poderiam imaginar…

Luta contra monstros aterradores que espreitam nos cantos escuros de Busan, mutados pelas consequências do impacto.

Descobre a verdade sobre o que realmente atingiu Busan naquele dia. O que são estas estranhas formações que se desprenderam do impacto do meteoro e porque é que corromperam a pouca vida que resta depois?

Explora uma bela cidade em ruínas, desde cidades costeiras e templos até ao centro urbano.

Defende-te com uma variedade de habilidades. Dispara, esfaqueia, pontapeia e contra-ataca como um soldado especialista treinado em combate com armas de fogo e artes marciais.

Aperfeiçoa as tuas habilidades de luta e recebe recompensas por isso. Mortes mais limpas significam mais Pontos de Genoma, que podem ser trocados por poderosas melhorias de equipamento.

Enfrenta bosses enormes e aterradores. Seo-Yeon não faz ideia de quão más as mutações podem tornar-se no coração da cidade. Fica a postos para tudo.

Revive o espírito do clássico Survival Horror. O Ground Zero capta a nostalgia dos títulos de terror retro com câmaras fixas e fundos pré-renderizados, puzzles, dificuldade personalizada e controlos de tanque opcionais.

Diverte-te com itens desbloqueáveis e conteúdo extra: roupas alternativas, modos de jogo adicionais e finais ocultos aguardam os jogadores com curiosidade suficiente para os descobrir.

  • Versão do jogo: PS5
  • Tamanho total do jogo instalado: 22GB
  • Desenvolvedora: Malformation Games
  • Distribuidora: Kwalee
  • Gênero: Terror
  • Data de lançamento: 16/04/2026
  • Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
  • Possui HDR: Sim
  • Ray Tracing: Não
  • Multiplayer: Não
  • Preço: PS5 R$: 114,90 / PC Steam R$: 59,99 / Xbox R$: 97,95 

Opinião sobre o jogo Ground Zero:

Quem acompanhou o nascimento dos jogos de terror nos consoles sabe o peso que clássicos como Resident Evil tiveram na indústria. Em vez de seguir a tendência moderna de ação acelerada, Ground Zero aposta em outra direção: ele resgata a essência mais crua do survival horror e constrói sua identidade em cima disso, sem medo de parecer “antigo”.

Desenvolvido pela Malformation Games em parceria com a Kwalee, o título não tenta reinventar o gênero, ele prefere preservar suas raízes, quase como uma cápsula do tempo interativa.

Cenário devastado e narrativa opressiva

Esqueça cidades já exploradas em outros jogos. Aqui, o caos toma conta de Busan, na Coreia do Sul, transformada após um evento catastrófico envolvendo um corpo celeste desconhecido.

Você assume o papel de Seo-Yeon, uma operadora altamente treinada enviada para investigar o que restou da região. O que começa como uma missão tática rapidamente vira um pesadelo claustrofóbico, onde cada passo pode ser o último.

O jogo não perde tempo construindo tensão aos poucos, ele já começa pesado. A ambientação é sufocante desde os primeiros minutos e permanece consistente até o final, mantendo o jogador sempre em estado de alerta.

Outro ponto interessante é a liberdade de exploração: rotas alternativas e escolhas de percurso, como optar entre locais completamente diferentes, aumentam o fator replay e dão mais profundidade ao mundo fragmentado do jogo.

Jogabilidade que desafia sua paciência

Visualmente, Ground Zero abraça o estilo clássico com cenários pré-renderizados e câmeras fixas, evocando diretamente a era dos 32 bits. O resultado é estiloso, mas não vem sem consequências.

A câmera, muitas vezes, trabalha contra o jogador. Inimigos surgem fora do campo de visão e decisões precisam ser tomadas com base mais no som do que na imagem. Isso não é um erro, é uma escolha de design que reforça a vulnerabilidade.

Os sistemas também seguem essa filosofia:

  • Interface pouco amigável
  • Inventário limitado
  • Controles deliberadamente rígidos

Tudo contribui para criar tensão constante. Aqui, conforto não é prioridade.

Para quem prefere, existe uma alternativa de controle mais moderna, mas o combate continua pesado e estratégico. Gastar munição sem pensar é pedir para se complicar e muitas vezes fugir é a melhor opção.

Sistema de progressão

Uma das poucas concessões à modernidade está nos chamados Pontos de Genoma. Esse sistema recompensa jogadores que enfrentam inimigos de forma eficiente, liberando melhorias e novos equipamentos.

Isso cria um dilema interessante: evitar confronto para economizar recursos ou arriscar para evoluir mais rápido?

Além disso, o gerenciamento de itens continua sendo um elemento central. Cada espaço no inventário importa e decisões erradas podem custar caro no futuro.

Localização que faz diferença

Um detalhe que merece destaque é a presença de menus e legendas em português do Brasil. Como boa parte da narrativa é construída por documentos e registros espalhados pelo cenário, entender esses detalhes impacta diretamente na imersão.

Considerações Finais

Ground Zero não é para todos e nem tenta ser. Ele mira diretamente em quem sente falta de uma experiência mais lenta, tensa e estratégica dentro do survival horror.

Mesmo com escolhas que podem frustrar jogadores acostumados com jogos modernos, o título entrega uma jornada consistente e fiel à proposta. É menos sobre evoluir o gênero e mais sobre preservar sua essência.

  • Atmosfera pesada e constante do início ao fim
  • Forte identidade inspirada nos clássicos
  • Boa rejogabilidade com caminhos alternativos
  • Sistema de progressão que incentiva estratégia
  • Localização em português bem implementada
  • Câmera fixa pode gerar frustração
  • Interface pouco intuitiva
  • Combate lento pode desagradar
  • Ritmo travado em alguns momentos
  • Não é amigável para novos jogadores do gênero

Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Kwalee.

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