Chegou aos consoles no último dia 23 de janeiro pela Ratalaika Games, Tropicalia, um RPG criado pelo brasileiro Paulo Henrique Franqueira, que despontou no PC em 2023. O grande atrativo do título é sua originalidade em basear-se Antropologia Cultural Sulamericana, especificamente na mitologia Tupi-Guarani.
Não é um grande e efusivo lançamento, mas é interessante e importante ao público brasileiro conhecer mais sobre ele e se possível, joga-lo. Vem comigo que eu te conto!
Sobre o jogo
Tropicalia é um RPG tropical baseado na mitologia Tupi-Guarani. O primeiro bRPG!
Ambientado em uma América do Sul ancestral, você joga no papel de Kaique, um bravo guerreiro Guarani, que tem sua namorada Kerana raptada por um Deus maligno chamado Tau. Com inspiração nos clássicos RPGs do Super Nintendo de batalha por turnos. Prepare-se para enfrentar Curupiras e Boitatas!
Gráficos, Sons e jogabilidade
Estética retrô típica da era 8/16-bit, com uma trilha sonora bem característica. Tropicalia é simples e funcional em sua jogablidade, adicionando elementos de sobrevivência, crafting e mecânicas de Quick-Time Events (QTE). Tudo bem simples na verdade, funcional, mas que não transformam a experiência em algo único. Aaah… há a mecânica de almas como num soulslike, o que conforta em partes, o grind.
O mapa de controles é bom, menus são simples e diretos e só tenho ressalva quanto ao mapa e ao direcionamento das missões, que é BEM precário.
E o veredicto é…
Uma ótima oportunidade, com um mal aproveitamento.
Tropicalia tem um tema bem bacana, mesmo que seja clichê. Porém, não há forma melhor do que contar uma história e explorar uma cultura, como num RPG. Não precisou me convencer tanto à joga-lo, eu só nunca tinha ouvido falar dele antes!
Kaique é um personagem pouco explorado que interagem com NPC’s e luta contra ameaças da sua jornada. Diversos NPC’s pelo caminho contam sobre quem são e o fazem alí. O lore não é bem distribuído, mas tem bastante material. Infelizmente tem problemas de gameplay que o transformam em um jogo menos atraente pouco tempo depois.
Em cerca de 3h de gameplay, eu me ví batalhando com dificuldade para alcançar o nível 15, após alcançar a primeira situação crítica de jogo em que me direcionava para o 1 chefe à enfrentar. E alí nenhum inimigo comum era fácil. Isso com eu jogando no modo casual (fácil), porque há pouca variedade de modos. Na verdade, o modo fácil de Tropicalia é um modo sem batalhas, só para explorar e curtir a história.
Tropicalia é desbalanceado no seu gameplay. Em quase 6 horas de jogo eu tinha mais horas de grind do que evolução da campanha. O primeiro chefão foi fácil de vencer, mas chegar até ele foi de uma dificuldade elevada, bem fora do comum, pois os ataques dos inimigos são demasiadamente volumosos e dependendo do local é desafiador se manter vivo por mais de 4 ou 5 batalhas. Levando em consideração que a campanha ultrapassa 12 horas de duração, pode ser uma experiência mais difícil que prazeirosa.
Tropicalia está disponível nos consoles PlayStation, Xbox e Nintendo.
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