Fala pessoal Mu chegando por aqui, mais uma vez “again” de novo e desta vez vou comentar sobre o jogo Crisol: Theater of Idols, que segue um estilo de survival horror em primeira pessoa ambientado na sombria ilha de Tormentosa, onde estátuas macabras ganham vida e perseguem o jogador.
Descrição do jogo:
Crisol: Theater of Idols é uma aventura cativante cheia de ação e terror em primeira pessoa ambientada no mundo horripilante de Hispania, uma versão sinistra da Espanha.
No papel de Gabriel, um soldado que consegue usar seu próprio sangue como arma, você embarcará em uma jornada para cumprir uma missão divina do Deus Sol.
Características principais:
Explore a ilha amaldiçoada de Tormentosa
Descubra a história e o folclore sombrios de Tormentosa, uma ilha tão encantadora quanto aterrorizante. Aventure-se por paisagens tenebrosas, ruínas enormes e ruas labirínticas enquanto desvenda mistérios ligados a cultos e rituais de sacrifícios com sangue.
O sangue é sua arma (e sua maldição)
Seu sangue é usado tanto como forma de vida, quanto munição. Use este novo poder contra seus inimigos e resolva quebra-cabeças complexos, mas tenha cuidado: cada tiro drena sua vida. Escolha com sabedoria quando usá-lo, pois sua sobrevivência depende da sua habilidade de se equilibrar entre a vida e a morte.
Aprimore seus poderes e suas armas
Ao melhorar os poderes que influenciam a letalidade do seu sangue, você poderá aumentar seu dano, lutar por mais tempo de vida e ganhar outros bônus durante o combate. Escolha a arma certa para cada situação dentre várias opções, e melhore-as usando moedas encontradas na exploração de Tormentosa.
Um conto fundamentado em terror e História
O mundo aterrorizante e único de Hispania foi criado por meio de uma combinação horripilante de acontecimentos históricos, folclore e religião. Encare estátuas vivas e desvende uma história sombria que distorce os limites entre realidade e pesadelo.
Prepare-se para sacrificar tudo. Quanto sangue você dará para descobrir a verdade?
Trailer Oficial de lançamento:
Informações sobre o jogo:
- Versão do jogo: PS5
- Tamanho total do jogo instalado: 15GB
- Desenvolvedora: Vermila Studios
- Distribuidora: Blumhouse Games
- Gênero: Terror, Aventura
- Data de lançamento: 10/02/2026
- Resolução máxima do jogo: 4K 60FPS
- Possui HDR: Sim
- Ray Tracing: Não
- Multiplayer: Não
- Preço: PS5 R$: 102,50 / PC Steam R$: 54,99 / Xbox R$: 87,95
Opinião sobre o jogo Crisol: Theater of Idols
Poucos jogos conseguem atravessar gerações mantendo relevância. Resident Evil 4 é um desses casos raros, uma obra que redefiniu o survival horror de ação e segue como régua para muitos títulos atuais. Ao jogar Crisol: Theater of Idols, a sensação é clara: estamos diante de um projeto que não apenas se inspira nesse ícone, mas praticamente estrutura sua identidade ao redor dele.
Ainda assim, há personalidade aqui, mesmo que ela precise disputar espaço com ecos muito familiares.

Um Começo Lento em Hispania
Desenvolvido pela Vermila Studios, Crisol é um survival horror em primeira pessoa ambientado em uma versão alternativa da Espanha, chamada Hispania. No controle de Gabriel, um soldado devoto do Deus Sol, o jogador parte rumo à ilha de Tormentosa, palco de uma missão envolta em mistério religioso e decadência.
As primeiras horas, no entanto, podem frustrar quem busca tensão imediata. O ritmo inicial aposta mais na ambientação e na exploração contemplativa do que no confronto direto. É somente após um bom tempo que o jogo revela de fato sua proposta de combate e progressão.

Sangue é Vida!
O elemento mais criativo do jogo está no seu sistema de recursos: munição e vitalidade são a mesma coisa. Cada disparo consome o próprio sangue de Gabriel, tornando cada tiro uma decisão estratégica.
A ideia funciona bem por dois motivos:
- Elimina o medo clássico de “gastar munição demais” típico do gênero, já que recuperar vida também significa recuperar poder ofensivo.
- Diferencia o uso das armas: pistolas exigem menos sangue; armas mais pesadas drenam quantidades significativas.
É possível repor o recurso com seringas encontradas no cenário ou absorvendo sangue de cadáveres espalhados pelo mapa. A mecânica é ousada e dá identidade própria ao combate, algo que o jogo poderia ter explorado ainda mais.

Estátuas que Andam e a Pressão Constante
No lugar de infectados tradicionais, Crisol apresenta inimigos que parecem esculturas sacras distorcidas. Movem-se de forma rígida e lenta, mas atacam com agressividade repentina. A atmosfera é eficiente, principalmente quando combinada com o ótimo design de som, muitas vezes é o áudio que denuncia a aproximação do perigo.
Gabriel também conta com uma faca, usada tanto para ataque quanto para defesa. Ela se desgasta com o uso e precisa ser afiada em motocicletas espalhadas pelo cenário, um detalhe curioso e criativo.
Mas se há algo que escancara as influências do passado é a presença de Dolores.

A Perseguidora Implacável
Dolores cumpre o papel do inimigo invencível que aparece em momentos específicos para transformar exploração em desespero. Sua função lembra claramente figuras como Lady Dimitrescu ou o icônico perseguidor de outros capítulos da franquia da Capcom.
Quando ela entra em cena, resolver puzzles vira um exercício de nervosismo. É preciso pensar rápido, se mover melhor ainda e aceitar que, às vezes, fugir é a única solução.

O Comércio Nunca Para
Se você pensou em um vendedor misterioso oferecendo melhorias, acertou.
Assim como no clássico que o inspira, Crisol traz uma figura mercantil, aqui representada por uma bruxa, que surge em pontos específicos do mapa. Com moedas e itens coletáveis, é possível aprimorar armas e atributos de Gabriel, com sistemas de dano e capacidade bastante familiares para quem conhece o survival horror moderno.
Mapa com indicação de itens coletados? Presente.
Inventário organizado por slots? Também.
Upgrades progressivos? Claro que sim.
São tantas similaridades que, por vezes, a sensação é de déjà vu constante.

Aspectos Técnicos e Atmosfera
Visualmente, Crisol impressiona. A direção de arte aposta em cenários detalhados e iluminação eficiente. O trabalho sonoro merece destaque especial: ruídos ambientes, passos e sons distantes criam tensão constante e ajudam na leitura de perigo.
É um jogo competente tecnicamente, principalmente para um título de estreia de estúdio.
Vale a Pena?
Crisol: Theater of Idols funciona. Diverte. Tem boas ideias, especialmente no sistema que une vida e munição. O problema é que sua identidade raramente se sustenta sozinha. A influência de Resident Evil 4 é tão dominante que muitas qualidades originais acabam ofuscadas.
Para quem é fã da fórmula clássica e quer experimentar algo semelhante sob a perspectiva em primeira pessoa, a recomendação é fácil. Só não espere uma experiência transformadora ou um novo marco do gênero.

Considerações Finais
Crisol: Theater of Idols entrega uma jornada sólida, com ambientação marcante, excelente áudio e uma mecânica central criativa. No entanto, sua dependência estrutural de referências consagradas impede que ele alcance um patamar verdadeiramente autoral.
Um bom jogo, mas que vive à sombra de gigantes.
Jogo analisado no PS5 com código fornecido pela Blumhouse Games.
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