Um estúdio do PlayStation China Hero Project acusou a divisão chinesa da Sony Interactive Entertainment (SIE) de má gestão, prejuízo financeiro e tentativa de assumir o controle do jogo após anos de desenvolvimento paralisado, de acordo com uma reportagem do Noisy Pixel (via Insider Gaming), que analisou e-mails internos, registros de bate-papo e reclamações formais compartilhadas pelo estúdio.
A Loongforce, estúdio de Chengdu responsável pelo jogo de tiro cooperativo Convallaria, afirma que sua parceria com a SIE China se deteriorou após uma mudança na liderança em 2022. Segundo o estúdio, a comunicação ficou mais lenta, o suporte à publicação tornou-se inconsistente e decisões importantes foram repetidamente adiadas sem explicação.
O estúdio alega que, em meados de 2023, vários pedidos de esclarecimento sobre marketing, implantação de servidores e planejamento de lançamento permaneceram sem resposta. Mesmo após Convallaria ter sido aprovado no beta interno da Sony em janeiro de 2025, a Loongforce afirma que o projeto foi efetivamente congelado. Nenhum teste com jogadores foi realizado, nenhuma página na loja foi criada e nenhuma atividade de marketing foi iniciada.
A Loongforce também alega que Convallaria foi removido da promoção oficial do China Hero Project. Embora um produtor tenha participado das filmagens do vídeo de 10º aniversário da PlayStation China, que destacava os estúdios participantes, o lançamento final supostamente excluiu o jogo. O estúdio afirma que nunca recebeu uma explicação.
A pressão financeira se intensificou no início de 2025. A Loongforce alega que atrasos nos pagamentos causaram prejuízos mensais superiores a US$ 230.000 e levaram o estúdio à beira da falência em abril. Apesar disso, a equipe afirma que continuou entregando versões semanais do jogo e concluiu um teste de servidor nos EUA. O estúdio alega que a Sony posteriormente rescindiu um acordo de pagamento e propôs novos termos de cooperação que considerou irrazoáveis, levando a Loongforce a interromper a colaboração. Estima-se que as perdas totais ultrapassem US$ 1 milhão.
A Loongforce alega que o trabalho de terceirização foi consistentemente direcionado à Virtuos sem licitação ou aprovação da desenvolvedora. Também afirma que foi obrigada a financiar uma reestruturação de segurança de TI realizada por uma empresa com ligações a ex-funcionários da Virtuos, trabalho que, segundo a Loongforce, estava fora de suas obrigações contratuais.
A disputa teria se intensificado em junho de 2025, quando a Loongforce alega ter sido informada de que a liderança do desenvolvimento de Convallaria seria transferida para uma “Equipe Global da SIE” e que a recusa impediria o lançamento do jogo. O estúdio contesta tanto a autoridade quanto a viabilidade de tal medida, descrevendo-a como uma tentativa de assumir o controle do projeto.
A Loongforce afirma que buscou uma solução interna por mais de um ano antes de se pronunciar publicamente. A Sony não comentou sobre o assunto.
Fonte: Insider Gaming e Noisy Pixel
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