Call of Duty: Black Ops 7 – Resenha

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No último dia 13 de novembro, o polêmico Call of Duty: Black Ops 7 chegou para PC e consoles já envolto em diversas críticas e expectativas sobre suas novas idéias e sua produção que conta com a participação de famosos como Milo Ventimiglia, Michael Rooker e Kiernan Shipka.

As críticas não tem sido nada boas, nem as notas e muito menos as opiniões da comunidade gamer, principalmente em detalhes técnicos adotados.

Vou falar de tudo isso e muito mais nessa sincera análise. Vem comigo que eu te conto!

Sobre o jogo

A história de Call of Duty: Black Ops 7 se passa em 2035, com o protagonista David Mason liderando uma equipe contra o inimigo Raul Menendez, que utiliza a guerra psicológica com tecnologias de medo e controle mental.

Em Black Ops 2, os jogadores são apresentados a Raul Menendez em 1986 como o líder do Cartel Menendez. O traficante de armas nicaraguense capturou o agente da CIA Frank Woods e o deixou para morrer em um contêiner de transporte no rio Cubango, em Angola. Quando Alex Mason descobre o perigo que seu amigo está correndo, ele abandona a aposentadoria para salvar Woods, deixando seu filho David para trás.

Após a ousada missão de resgate, Woods anseia por vingança. Após localizar o paradeiro do líder do cartel, a CIA autoriza uma missão na casa de Menendez. No calor da batalha, Woods lança uma granada destinada a Raul dentro da casa, mas acaba matando Josefina, irmã de Menendez. Ela e Raul Menendez são declarados mortos pela CIA.

Avançamos para 1989. Woods e Mason estão no Panamá durante a invasão americana, procurando um alvo conhecido como Nexus One. A identidade do alvo está oculta, com um saco amarrado na cabeça. Pelo rádio, e sob ameaça de Menendez, o agente capturado Jason Hudson mente para Woods, dizendo que Nexus One é Raul Menendez e que ele deve atirar.

Woods morde a isca e atira em Nexus One, apenas para descobrir que foi enganado para executar seu próprio amigo, Alex Mason. O vilão sinistro se revela e atinge Woods em ambos os joelhos, deixando-o parcialmente incapacitado. Assim como Menendez sofre, Woods (o causador de sua dor) vai sofrer também.

Em seu ódio ardente pelos Estados Unidos, trabalhando sob o pseudônimo de Ulysses, Menendez forma o movimento político Cordis Die, usando redes sociais para espalhar propaganda retratando a organização como uma guerreira pelos empobrecidos globalmente. Menendez é aclamado como o “Messias dos 99%”, enquanto usa secretamente o braço militar do grupo para incitar uma segunda guerra fria por meio da instigação de tumultos, revolta financeira e guerra cibernética.

A caçada a Menendez se torna uma perseguição multigeracional, assumida pelo filho de Alex Mason, David. Com a ajuda de Frank Woods, que ajudou a criá-lo após a morte de seu pai, ele finalmente consegue impedir o plano de Menendez de sequestrar a frota de drones dos Estados Unidos. Após apagões, a ameaça de guerra aberta e incertezas financeiras, Mason coloca o vilão para descansar… ou pelo menos é o que ele pensa.

Menendez está de volta, e enquanto o mundo se encolhe com a notícia do seu retorno, a Guilda, uma gigante global da tecnologia liderado pela CEO Emma Kagan, se levanta para o desafio de defender a humanidade. Um antigo sindicato do crime nascido no principado mediterrâneo de Avalon, a Guilda promete paz por meio da segurança, utilizando a avançada marca de tecnologia da empresa para proteger os cidadãos e desafiar abertamente Menendez e suas forças.

A campanha explora os medos internos dos personagens, misturando cenários do mundo real com “o limite da consciência”, onde o protagonista é exposto a uma arma química alucinógena desenvolvida pela The Guild.

Gráficos, Sons e jogabilidade

Em se tratando de gráficos, podemos afirmar que o trabalho entre a Treyarch e a Raven Software foi excepcional, o jogo é bonito não só no PC como também nos consoles de geração passada. A trilha sonora composta por Jack Wall que assina na franquia desde Black Ops 2, continua fantástica dando o tom que o jogos demandam.

CallofDuty_BO7 - Graphics PS4

Já na jogabilidade, algo de estranho me tocou no que tange às telas, HUD e sinalizações. Se você for inciante nos títulos, acrediito que você vai se perder bastante no HUD e até nos menus iniciais tentando entender esse design de “lobby” pra jogar as categorias do jogo. Dentro da gameplay, ao mesmo tempo em que há muita informação na tela, essa poluição e bagunça não te dá uma orientação e apontamento sobre todo o cenário do jogo, nem deixando claro os pontos de localização dos objetivos.

E falando em categorias, a oferta de campanha co-op sendo ela online, mesmo seguindo totalmente solo é uma das decisões mais furadas da Activision, sobre isso eu comento logo mais!

E o veredicto é…

O que fizeram com Call of Duty?

Já deixo claro aqui: eu adoro Call of Duty. Conheci a franquia em 2007, com Call of Duty 4: Modern Warfare, e me apaixonei em 2009, quando passava em frente a uma loja de games e via na tela as imagens surreais de “No Russian”, fase controversa que fez de Call of Duty: Modern Warfare 2 um enorme sucesso, vendendo 4,7 milhões de cópias em suas primeiras 24 horas — algo que hoje ninguém alcança.

Na série Black Ops, nunca tive muita assiduidade, embora BO1, BO2 e Cold War tenham marcado presença no meu histórico. E justamente por isso, mesmo sem ser um especialista em toda a linha narrativa, eu sei muito bem o que Call of Duty significa para os fãs — e é exatamente por isso que Black Ops 7 me parece o título mais equivocado e desconectado da essência que a franquia já apresentou.

Não concordo com várias decisões que vivi, joguei e experimentei neste título. Entendo que muitas delas fazem sentido para a Activision, porque números e tendências falam alto. Mas é impossível ignorar que, por trás desses números, existe uma comunidade que sempre sonhou com o que COD representa — e essa comunidade não foi ouvida.

Call of Duty: Black Ops 7 é um híbrido estranho. Estruturalmente, BO7 parece uma mistura de Warzone com Fortnite, envolvida em uma tentativa de reinventar o COD tradicional. O problema é que Warzone já representa o braço “battle royale inspirado em H1Z1, PUBG e Fortnite” da franquia. Misturar essa mesma lógica na campanha deixa tudo redundante, artificial e descaracterizado.

Numa visão superficial, até dá para imaginar que a Activision viu lógica nisso: Warzone atingiu cerca de 50 milhões de jogadores e ultrapassou 440 mil simultâneos. Mas usar esse sucesso como justificativa para transformar a campanha em um modo coop online com progressão de nível é uma leitura rasa — e perigosa — sobre o que os fãs de COD querem.

Atrelado a isso vem o tema: uma história que se perde no próprio excesso. A narrativa de BO7 tenta ser ousada, mas força tanto a barra ao propor algo exageradamente fantasioso que falha em contar algo coeso. Em determinados momentos, a história abraça ideias tão extravagantes que lembram jogos totalmente diferentes, como Zombie Army 4: Dead War — especialmente quando surgem chefes absurdos, como o boss-planta (sim, isso realmente existe).

É aí que o jogo perde o controle da própria proposta. Call of Duty, embora repleto de ficção, sempre caminhou com os pés na realidade ou, pelo menos, em uma ficção plausível. BO7 ignora isso e abraça um tom quase paródico.

E sim, é impossível não pensar no impacto de Fortnite. A explosão de skins coloridas e temáticas fantasiosas, vendidas a rodo, influenciou o mercado — e a Activision abraçou isso com gosto. Mas uma coisa é funcionar no battle royale; outra totalmente diferente é tentar empurrar o mesmo espírito no coração narrativo de Black Ops.

A desconexão com a comunidade culminou nesse desastre. Existe uma noção equivocada dentro da Activision de que o público de COD é composto apenas por adolescentes de 15 anos que adoram fantasia exagerada. E isso simplesmente não é verdade. A comunidade é diversa, fiel e muito vocal — e, claramente, não foi ouvida. Em 2009, no auge de MW2, eu, por exemplo, tinha 30 anos. E como eu, há muitos hoje com seus 35, 40 anos — fãs da franquia que detestam essa falta de noção.

As críticas negativas não surgiram por acaso: elas refletem uma rejeição profunda ao caminho que a campanha segue. E embora exista um pequeno grupo que gostou da abordagem online e coop, é realmente uma minoria — e não, isso não significa que quem gostou está “errado”, mas sim que a proposta não ressoa com aquilo que Call of Duty se propôs a ser por quase duas décadas.

Parece claro que a ideia de campanha online e cooperativa foi pensada como uma espécie de “preparo” para o multiplayer, oferecendo níveis, recompensas cosméticas e incentivo à progressão compartilhada. Faz sentido dentro do modelo de negócios moderno.
Mas faz sentido para Call of Duty?
A resposta é não.

A campanha perde identidade e descaracteriza a experiência single player que sempre foi forte na franquia. Existem milhares de fãs de COD que compram o jogo justamente para vivenciar a campanha. Agora imagine ter isso atrelado a um modo que muitos deles ignoram e no qual não têm o mínimo interesse.

Cod: Black Ops Multiplayer

Falando na experiência multiplayer, BO7 ainda entrega o que COD sempre entregou: combates rápidos, competitivos e engajantes. Do zero ou com progressão herdada, a essência está ali. A Activision ainda tem seus desafios em tornar as partidas justas para todos os jogadores honestos, caçando e expulsando cheaters que estragam o rolê. Eu sou fã de Mata-Mata em Equipe e Baixa Confirmada — e, para mim, a experiência foi boa como sempre.

Não dou tanta importância ao tipo de mapa que é apresentado, mas variedade sempre é bem-vinda. No caso de COD, temos os “mais do mesmo icônicos”, porém variados na sua roupagem. Eu encontrei nas redes sociais afora muita gente reclamando: “Nuketown já enjoou, não?”, “Mal posso esperar para jogar em um mapa que jogo há 15 anos!” ou “Nunca pensei que iria ver as pessoas reclamando sobre um mapa tradicional”. Isso quer dizer que é melhor inovar e dourar a nostalgia em pílulas, não?

Conseguiram até estragar um dos modos mais queridos da franquia, o Zombies. Parece que pegaram todos os mapas, mixaram com o TikTok e estabeleceram uma economia desnecessariamente complexa. Socorro!

Enfim, Call of Duty: Black Ops 7 tenta reinventar a roda misturando tendências de mercado, exageros narrativos e decisões que claramente priorizam estatísticas e monetização. O resultado é um jogo descaracterizado, que perde o foco e se distancia da essência que fez a franquia ser o que é.

Há quem vá gostar? Sim.

Mas para quem conhece COD, acompanha sua trajetória e entende seu legado, BO7 soa como a tentativa mais confusa, dispersa e perdida da história da série. Por favor Activision, volte para 2009 onde Capitão Price, Soap, Ghost e Roach nos mostraram os operadores que sempre gostamos de ser!

Call of Duty: Black Ops 7 está disponível para PC Windows, PlayStation 4 & 5, Xbox One & Series X/S e tem sua primeira temporada programada para dezembro. Confira um pouco do nosso gameplay:

Veja também: GIGASWORD – Resenha

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